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    Compra dos respiradores em SC: o que falta ser explicado

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    Ânderson
    Por Ânderson Silva
    13/06/2020 - 10h14 - Atualizada em: 13/06/2020 - 10h29
    Acareação ocorreu na CPI durante a semana (Foto
    Acareação ocorreu na CPI durante a semana (Foto)

    O desenho da organização criminosa que teria sido formada para fraudar a absurda compra de 200 respiradores ao governo de Santa Catarina por R$ 33 milhões está sendo formatado pela força-tarefa do Ministério Público, Polícia Civil e TCE-SC. Falta, porém, demonstrar como funcionou a permissão dentro da estrutura a liberação do dinheiro de forma antecipada sem garantias. Este também é o entendimento do relator da CPI dos Respiradores na Alesc, o deputado Ivan Naatz (PL). Até agora, ninguém assumiu a “digital” da absurda compra feita pelo Estado.

    A CPI tentou encontrar as contradições entre três personagens importantes: os ex-secretários Douglas Borba e Helton Zeferino, e a ex-superintendente de gestão administrativa da Saúde, Marcia Geremias de Pauli. Mas os deputados não tiveram sucesso. Cada um deles manteve sua versão inicial.

    Próximos depoimentos envolvendo outros servidores do governo podem ajudar a explicar o quebra-cabeça interno. Enquanto isso não ocorre, cresce a expectativa sobre o trabalho da força-tarefa de investigação para que sejam demonstradas as provas de como ocorreu o trâmite na secretaria para que o dinheiro deixasse os cofres do Estado sem garantias.

    Aparentemente, o processo todo foi uma enorme bagunça. A investigação precisará mostrar, porém, se foi apenas desorganização e falta de controle ou se houve um movimento coordenado para que a fraude fosse efetivada. 

    Fato é que o dinheiro não saiu sozinho do dinheiro público e foi parar na conta da empresa Veigamed. Os envolvidos precisam ser apontados e responsabilizados.

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