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Contrato do Estado com consórcio domina depoimento de Colombo na CPI da ponte Hercílio Luz

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Por Ânderson Silva
29/10/2019 - 11h51 - Atualizada em: 29/10/2019 - 13h31
Ex-governador Raimundo Colombo prestou depoimento na manhã desta terça-feira (Foto: Ânderson Silva)
Ex-governador Raimundo Colombo prestou depoimento na manhã desta terça-feira (Foto: Ânderson Silva)

Por mais de uma hora, o ex-governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD) depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ponte Hercílio Luz, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Ele foi acompanhado de ex-secretários de governo, além de estar "escoltado" por deputados do PSD e do MDB, que estiveram quase todos na Sala de Comissões.

O relator da CPI, Bruno Souza (sem partido), foi o responsável por grande parte das perguntas. Ele focou seus questionamentos na posição do Estado em relação ao Consórcio Florianópolis Monumento, responsável pela recuperação da ponte Hercílio Luz entre 2008 e 2014. Por diversas vezes, Colombo rebateu com o argumento de que foi o responsável por romper o contrato com a empresa.

— Se a gente não fizesse isso (romper o contrato), não teria terminando nunca (a obra).

Segundo o ex-governador, percebeu -se durante o andamento do contrato com o consórcio, liderado pela empresa Espaço Aberto, que a ponte poderia ceder.

— Mantidos eles, a ponte ia cair – afirmou.

Em depoimento também na CPI, em agosto, o empresário Paulo Ney Almeida, dono da Espaço Aberto, disse que o Estado não pagava a obra, por isso houve atrasos. Colombo, nesta terça-feira, disse que havia "conflitos" entre o governo e a empresa, também por conta de outros serviços contratados e não executados no Estado.

Durante o seu depoimento, o ex-governador procurou valorizar o seu ato de decidir pela rescisão de contrato com o consórcio para a contratação da empresa portuguesa Teixeira Duarte, atual responsável pela recuperação. O relator, porém, questionou a demora do Estado em punir o consórcio pela demora. Em uma das respostas, Colombo disse que precisava de segurança jurídica para romper o contrato. Ele chegou a se exaltar em uma das respostas ao responder sobre a demora em uma decisão.

O ex-governador não levou advogado à sessão, a qual foi como convidado, diferente da condição de testemunha, como ocorreu nos outros depoimentos da CPI. Ex-secretários de Infraestrutura da gestão de Colombo estiveram na reunião, entre eles os deputados estaduais Valdir Cobalchini e Vampiro, ambos do MDB.

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Ânderson Silva

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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