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De olho na retomada

Coronavírus: Moisés diz que governo vai programar ações para a "convivência com o vírus" em SC

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Por Ânderson Silva
23/03/2020 - 19h49 - Atualizada em: 24/03/2020 - 18h04
Governador Carlos Moisés da Silva durante coletiva nesta segunda-feira (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)
Governador Carlos Moisés da Silva durante coletiva nesta segunda-feira (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)

Ao ampliar por sete dias as medidas restritivas em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés da Silva também falou sobre a perspectiva de retomada das atividades econômicas no Estado por conta do novo coronavírus. O decreto 515/2020, editado na semana passada, teve duração de sete dias e terá prorrogação por mais sete a partir desta quarta-feira (25). Com isso, as cidades catarinenses terão pelo menos 14 dias de isolamento e paralisação de empresas e serviços.

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Durante a coletiva de imprensa desta segunda-feira (23), Moisés admitiu que o governo tem planos para iniciar as tratativas para a "convivência com o vírus" ao falar sobre a questão econômica e a retomada depois que as medidas restritivas forem aliviadas. Nestes primeiros dias, segundo ele, ainda não é possível medir os impactos na curva de casos, o que deve ocorrer nos próximos sete dias do decreto.

- Sabemos que temos muita responsabilidade, que os setores produtivos precisam continuar funcionando, os restaurantes precisam continuar produzindo e comercializando seus alimentos. Temos ciência disso.

De acordo com Moisés, o governo vai analisar os dados da curva de registros de coronavírus para estudar uma forma segura de retomada. Isso vai incluir conversas com os setores envolvidos nas medidas:

- Vamos tentar construir uma modelagem que não exponha o catarinense ao risco, mas que ao mesmo tempo possibilite a convivência com o vírus. O contágio é praticamente inevitável ao longo do tempo. O que não queremos, principalmente, é o contágio de idosos, que devem ficar em casa. Também não queremos um contágio da população em massa.

O governador demonstrou preocupação também com a questão econômica para falar sobre os planos para a retomada. Segundo ele, "não podemos criar uma nova crise, que é a do desemprego, do desabastecimento".

- Até mesmo a crise econômica do nosso Estado, falta de recursos para pagar salários dos nossos servidores, para honrar nossos compromissos.

Ao finalizar, Moisés disse que as ações vão estar aliadas junto às ações já anunciadas no pacote econômico estadual e pelo governo federal: "A gente pretende fazer com que as as pessoas trabalhem para manter o emprego. Por isso a gente começa a visualizar de que forma a gente começa a fazer funcionar, rodar, o mercado, os comércios, todos os sistemas, convivendo com o vírus".

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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