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Crônica de domingo: O que os livros de história vão contar

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Por Ânderson Silva
13/06/2021 - 13h04
O que ficará no registros da história brasileira
O que ficará no registros da história brasileira (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/SECOM)

Os episódios mais recentes da história brasileira vão dar trabalho aos escritores de livros escolares. Há muito a ser contado, principalmente sobre como o país passou pelo momento mais crítico da sociedade mundial desde a Segunda Guerra. Seria possível descrever com base em tópicos, mas as futuras gerações merecem os detalhes de um enfrentamento à pandemia, no mínimo, tumultuado. O que o Brasil vê desde março de 2020 geraria livros inteiros de história porque o impacto do último um ano e três meses será longo.

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Não há como prever cada uma das páginas da história a ser traduzida pelos livros, mas alguns episódios ganharão mais espaço. Parte terá até ares de "figurinha repitida" em comparação com outros momentos do país. Seria desleal com o presente deixar de ver nos livros futuros as estratégias ineficazes usadas pelo governo federal como apostar em remédios sem base cientítica e negar a compra de vacinas contra a Covid-19 quando o que todos os países queriam era ter acesso aos imunizantes.

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Os discursos distantes da realidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, também pedem um capítulo à parte. Seus rompantes e um comportamento ao estilo "gripezinha" não podem ser esquecidos. Assim como os atuais livros de histórias lembram dos temperamentos de alguns ex-presidentes e imperadores, Bolsonaro garantiu sua descrição do pior modo.

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Não parece que o presidente esteja preocupado em como ficará marcado nos livros, afinal ele demonstra desde o começo do governo que não é afeito aos registros. Para ser justo, é importante que os historiadores lembrem do comportamento de alguns brasileiros, negacionistas da realidade. Até mesmo os questionadores da ciência e dos efeitos da vacina deram as caras. Esses não podem ser deixados de lados no registros. Para as futuras gerações, o que será contado é fundamental. Ignorar o que vivemos nos últimos 15 meses seria virar uma página sem aprender nada.

Nenhuma figura pública deve agir pensando em como vai sair no jornal ou na rede social. Mas precisa se preocupar em como ficará marcado na história. O Brasil de 2020 e 2021, até agora, estará nos capítulos tristes dos livros que ainda espero ler no futuro. Não para ter saudade ou lembrar como foi bom, mas sim como forma de comprovar que o país teve um período triste e que parecia sem fim.

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Ânderson Silva

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Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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