Os números de estudantes universitários que residem em uma das principais cidades de Santa Catarina ajudam a explicar a valorização imobiliária de apartamentos compactos no município. Somente em Itajaí, a presença de uma população universitária estimada entre 25 mil e 30 mil estudantes, se considerar ensino presencial e EAD, sustenta a demanda por moradia ao longo de todo o ano.

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No Brasil, são mais de 9 milhões de estudantes no ensino superior, segundo o Censo da Educação Superior do Inep/MEC. Esse volume, antes concentrado nas Capitais, avança sobre cidades médias e regiões com economias dinâmicas e cria uma demanda contínua por moradia. É o que mostra levantamento da Housi, empresa brasileira que atua com locação flexível e gestão de imóveis voltados ao modelo de moradia sob demanda.

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Segundo o estudo, studios e unidades de até 40 m² concentram 41,1% das intenções de lançamento no Brasil. A mudança acompanha tanto o crescimento da população universitária quanto a transformação do perfil de moradia, com mais pessoas vivendo sozinhas, casais sem filhos e maior mobilidade profissional.

Em Itajaí, o ecossistema educacional reúne instituições como a Universidade do Vale do Itajaí, além de unidades da UniSociesc, UniAvan e Unicesumar. Além disso, a região conta com uma base econômica diversificada e o mercado imobiliário local registra desempenho acima da média nacional; em 2025, o valor médio dos imóveis novos atingiu R$ 1,38 milhão, segundo dados da plataforma DWV.

A Saes Empreendimentos, por exemplo, prepara para maio o lançamento do City Zen, com investimento de R$ 100 milhões na região central da cidade. O projeto propõe unidades a partir de R$ 480 mil, cerca de 65% abaixo do ticket médio local, e aposta em compactos com infraestrutura ampliada. A estratégia combina ganho de escala, verticalização (33 pavimentos) e aquisição antecipada de terreno para viabilizar um produto com menor preço de entrada em uma das regiões mais valorizadas do país.

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– A demanda por imóveis compactos em Itajaí não é pontual. A cidade reúne uma base relevante de estudantes, com destaque para a Universidade do Vale do Itajaí, que amplia sua estrutura e oferta de cursos, além de atrair alunos de diferentes regiões. Esse movimento sustenta uma procura contínua por moradia bem localizada, especialmente na região central, onde esse tipo de produto pode alcançar valorização de até 15%. Ao mesmo tempo, existe um déficit de imóveis abaixo de R$ 600 mil, o que exige soluções mais eficientes do ponto de vista de engenharia e viabilidade – afirma Erivelto Saes, CEO da Saes Empreendimentos.