A infraestrutura e a logística de Santa Catarina estão diante de um sinal vermelho. O alerta vem do Ministério Público Federal (MPF), que precisou intervir para exigir que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realize uma vistoria urgente na ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, no Km 111 da BR-101, entre Itajaí e Navegantes. A ação do órgão fiscalizador é um grito de socorro diante de uma estrutura classificada como “sofrível”, que ameaça diariamente a vida de milhares de cidadãos que transitam naquele trecho da rodovia, considerado um dos piores do país em diversos sentidos.
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O cenário desenhado pelos relatórios técnicos é um retrato fiel da negligência privada sob o olhar permissivo do governo federal com o contrato de concessão da rodovia, administrado pela Arteris Litoral Sul. Com nota 2 em seu quesito estrutural, a ponte tem armaduras de aço expostas e corroídas, além de uma perda de seção superior a 20% da área total de sua sustentação. É inadmissível que um dos corredores econômicos mais vitais do Sul do país, responsável pelo escoamento de riquezas e pelo turismo da região, seja negligenciado a ponto de ostentar falhas físicas tão severas em sua espinha dorsal.
Veja fotos da estrutura
O MPF já havia cobrado providências da ANTT ainda no final de 2025, evidenciando que o problema não é uma surpresa, mas uma crise conhecida. A necessidade de novas recomendações emitidas pelo procurador Carlos Augusto de Amorim Dutra revela uma assustadora inércia, onde a agência reguladora falha no seu papel de fiscalizar com rigor antes que o pior aconteça.
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O cronograma estipulado pelo MPF para que a ANTT exija os reparos da concessionária é a última tentatia antes de uma judicialização inevitável. Esperar que o relatório final seja concluído para agir seria um erro fatal. A agência possui o dever moral e legal de adotar medidas emergenciais imediatas. A segurança de quem trafega pela BR-101 não pode ficar suspensa por incertezas.









