O sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana da Grande Florianópolis voltou ao centro do debate público após a divulgação de uma carta aberta assinada por Léo Mauro Xavier Filho, operador do setor. Ele é proprietário a Biguaçu, uma das empresas que operam na região. No documento, Léo defende medidas urgentes para melhorar a qualidade do serviço enquanto a região aguarda uma nova licitação do sistema.

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Segundo o operador, o transporte coletivo da Grande Florianópolis vive um cenário de indefinição há mais de uma década. Desde 2014, o sistema aguarda uma solução definitiva para a reestruturação do serviço, enquanto usuários convivem diariamente com problemas como frota envelhecida, perda de eficiência e queda na qualidade do atendimento.

Na carta, Léo Mauro afirma que o transporte coletivo “não está em suspensão” e continua operando diariamente, sendo essencial para milhares de pessoas que dependem dos ônibus para trabalhar, estudar e se deslocar pela região. Entre as medidas consideradas prioritárias pelo setor estão a renovação da frota, subsídios para custear gratuidades já existentes e contratos que garantam previsibilidade e segurança jurídica às empresas operadoras. Segundo ele, essas ações permitiriam planejamento, investimentos e melhoria imediata do serviço prestado à população.

O texto também chama atenção para o prazo estimado de setembro de 2027 para apresentação de um novo projeto de licitação do transporte metropolitano, o que, segundo o operador, ainda demandará tempo até efetiva implementação.

“Estamos falando de uma espera que já dura mais de uma década”, afirma o documento, destacando que o sistema se tornou “mais ineficiente, desestruturado e enfraquecido” ao longo desse período, afetando diretamente os usuários e aumentando o descrédito da população no transporte público. A carta defende que o transporte coletivo seja tratado como uma política pública essencial para inclusão social, sustentabilidade urbana e desenvolvimento econômico da região metropolitana.

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Ao final, o autor faz um apelo às autoridades, lideranças e à sociedade civil para que acompanhem o debate e cobrem “decisões responsáveis e imediatas”. Ele também ressalta que a manifestação não busca defender apenas interesses empresariais, mas a melhoria do serviço público com foco no equilíbrio econômico, financeiro e social.