Investigado pela Polícia Federal (PF) por declarações durante uma festividade de aniversário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em dezembro de 2017, o professor Áureo Moraes tem recebido notas de apoio de entidades internas e externas da instituição. A mais recente foi do departamento de Jornalismo da própria UFSC, onde ele já ocupou o cargo de diretor. No texto, os docentes manifestam o "mais veemente repúdio aos atos de agentes públicos".

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Na terça-feira, a OAB-SC também criticou a postura da PF em apoio ao professor. Segundo o texto da nota, a entidade acredita que investigação "pode criminalizar a liberdade de expressão e manifestação, direito constitucional fundamental e pressuposto essencial do Estado democrático de direito". No último final de semana, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse que a "autonomia tem sido desprezada" e "aqueles que deveriam fazer cumprir a lei e garantir os direitos expressos na carta magna brasileira, lançam mão de artifícios para intimidar, cercear e tentar impor um regime ao qual a Universidade não irá jamais se curvar".