O grave acidente registrado nesta terça-feira (8) na SC-401, com a morte de um motociclista e um ônibus em chamas, mais uma vez escancarou a dependência de Florianópolis em relação a uma única via de ligação entre o Norte da Ilha e o restante da cidade. Com o bloqueio total da rodovia, milhares de motoristas ficaram presos por horas, sem alternativa de trajeto.
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O caso de hoje foi uma tragédia — e o fechamento da pista é natural diante da necessidade de atendimento e segurança. Inclusive, o fluxo atual na rodovia a tornou uma avenida. Não há mais característica de rodovia estadual, o que também gera acidentes e coloca pessoas em risco. O problema é que a Capital não pode continuar à mercê de uma única estrada. Quando a SC-401 para, a cidade para junto. Quando a SC-401 está movimentada em altos índices, mais as pessoas estão em risco.
Veja fotos das filas nesta quarta-feira (8)
O Norte da Ilha é a região que mais cresce em Florianópolis. Com novos bairros, condomínios e centros comerciais, o fluxo diário de veículos é cada vez maior. Mas a estrutura viária não acompanhou esse avanço, e a principal ligação com o Centro continua sendo a mesma de décadas atrás. Nem mesmo a terceira faixa será capaz de resolver este problema.
É urgente que o poder público encare o debate sobre novos acessos. Florianópolis precisa planejar novas rotas que conectem o Norte à região central e à saída da Ilha, de forma eficiente e segura. Por que não uma nova ponte em direção a Biguaçu? A proposta, há anos citada e nunca levada adiante, poderia desafogar o trânsito e garantir alternativas em situações emergenciais.
A cidade que se orgulha de ser um dos melhores destinos do país não pode continuar com gargalos dignos de uma ilha isolada. O mesmo vale para o Sul da Ilha, onde projetistas apontam para uma ponte com conexão direta a Palhoça.
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São projetos ousados, mas dignos de uma cidade que cresce a índices vertiginosos. Não há mais espaço para desculpas.






