Entre conversas, análises, especulações e bastidores, o calendário eleitoral vai impor a primeira realidade para os envolvidos nas eleições de 2026. No começo de março, estará aberta a janela partidária para trocas de partidos entre os atuais detentores de funções eletivas que estarão em disputa em outubro. Com isso, até o início de abril, todos que pretendem concorrer precisam estar acomodados em partidos, até mesmo aqueles que ainda não são filiados a siglas.

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A janela e o prazo de filiações, portanto, vão estabelecer “quem é quem” no tabuleiro eleitoral catarinense. Será o principal choque de realidade para os partidos e suas composições. É por isso que os processos tendem a se acelerar nas próximas semanas.

O governador de Santa Catarina e presidente estadual do PL, Jorginho Mello, por exemplo, separou uma noite da última semana na agenda para analisar os nomes do cenário e possíveis filiações. Além do PL, ele está ajudando na montagem de outras siglas, como o Podemos e o Republicanos.

O mesmo filtro e análise de nominata devem ser feitos pelos demais presidentes de partidos no Estado. Tudo com o olhar voltado para a eleição de deputados estaduais e federais, mas sem esquecer das conversas sobre a majoritária, o que envolve a disputa pelo governo do Estado e pelo Senado.

Na prática, o que vem pela frente, com o prazo da janela e das filiações, é fundamental para o resultado de outubro, porque passa pelo potencial que cada sigla pode entregar às urnas. Cálculos mal feitos ou escolhas erradas tendem a gerar impactos negativos, o que significa menos vitórias em 2026.

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