Um projeto enviado à Assembleia Legislativa (Alesc) pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), vem provocando reações entre empresários catarinenses. O texto chegou ao Legislativo no dia 2 de fevereiro deste ano. Ele estabelece como feriado o dia 25 de novembro, a data em que se comemora o dia de Santa Catarina de Alexandria, que deu nome ao Estado.

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Na justificativa do texto, o governo diz que não se trata apenas de um aspecto religioso, mas também do reconhecimento de “um marco histórico e cultural”. Ao mesmo tempo, o Executivo diz que: “Trata-se, portanto, de medida legítima, adequada e alinhada à valorização da história e da identidade do povo catarinense”.

O projeto já mobiliza empresários, contrários ao novo feriado. A AEMFLO e o CDL de São José encaminharam ofício aos parlamentares catarinenses em que manifestam preocupação. As entidades alertam para os impactos econômicos da medida, especialmente sobre os setores produtivos do município e do estado.

Para a presidente da AEMFLO e CDL de São José, Cintia Pieri, a proposta gera preocupação por afetar diretamente a atividade econômica: “Não se trata de questionar a relevância histórica e religiosa da padroeira de Santa Catarina, mas de alertar para os impactos práticos que mais um feriado pode causar aos setores produtivos, especialmente em um mês já marcado por paralisações”, afirma.

No ofício, a entidade defende a rejeição do projeto. Caso a proposta avance no Legislativo, a AEMFLO e CDL de São José solicita que, se criado o Feriado Estadual, seus efeitos sejam transferidos para o domingo subsequente quando a data coincidir com dia útil, conforme previsto na legislação estadual vigente.

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Caso seja aprovado ainda em 2026, o novo feriado cairá numa quarta-feira, e será o quarto dentro do mês de novembro. Neste ano, somente o 15 de novembro cai num final de semana. Neste caso, num domingo.