O julgamento de Jair Bolsonaro, que começa nesta terça-feira, 2 de setembro de 2025, marca um ponto de inflexão na história recente do Brasil. Pela primeira vez, um ex-presidente da República senta no banco dos réus por conta de uma suposta trama golpista, neste caso relacionada aos ataques de 8 de janeiro de 2023. O simbolismo é inevitável: trata-se de um país que, após ter vivido sob uma ameaça aparente, como demonstraram as investigações da Polícia Federal (PF), passa a encarar de frente os responsáveis por um movimento que teria tentado virar a mesa contra a democracia.
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Não se trata apenas de um processo judicial, mas da demonstração de que o Brasil mudou a forma de lidar com quem ameaça a ordem constitucional. Se em outros tempos golpes ou tentativas semelhantes se consolidaram pela força, desta vez é a democracia que se impõe, utilizando suas próprias ferramentas: investigação, denúncia e julgamento. É a institucionalidade reagindo.
Quem são os réus do núcleo de Bolsonaro
Cabe destacar que somente o julgamento poderá avaliar, com base nas provas e argumentos apresentados, a conduta de cada um dos acusados. Ainda assim, pelas informações já disponíveis, percebe-se que o país esteve sob risco real de ver a soberania popular das urnas de 2022 ser desconsiderada. Não era um temor abstrato, mas um movimento organizado que poderia ter levado o Brasil a um abismo institucional., conforme as prova apresentadas.
É natural que análises políticas se multipliquem sobre os efeitos deste julgamento para partidos, lideranças e para o futuro das próximas eleições. No entanto, a principal mensagem desse processo vai além da disputa imediata pelo poder: é o recado histórico de que a democracia brasileira não aceita ser desrespeitada. As instituições funcionaram, e o caminho escolhido foi o da lei.
O que se verá nos próximos dias é histórico. Independentemente do resultado, o julgamento de Bolsonaro e de outros acusados ficará registrado como um momento de reafirmação do pacto democrático. O Brasil, que já foi refém de rupturas, mostra que amadureceu. E a história lembrará que, em 2025, a democracia reagiu.
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