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    Julgamento do impeachment: Santa Catarina precisa andar

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    Por Ânderson Silva
    27/11/2020 - 09h25
    Daniela Reinehr, governadora inteirna, e Carlos Moisés, governador afastado
    Daniela Reinehr, governadora inteirna, e Carlos Moisés, governador afastado (Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom)

    Independentemente do resultado do julgamento do impeachment desta sexta-feira, o principal resultado precisa ser a retomada de Santa Catarina. Há meses o Estado esbarra o avanço em diferentes áreas nas disputas políticas, no escândalo dos respiradores, nas decisões ideológicas. Seja pela volta de Carlos Moisés da Silva ao cargo de governador ou pela permanência de Daniela Reinehr, não há mais tempo a perder.

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    Enquanto os políticos se concentravam em decidir quem era mais conveniente a eles governar Santa Catarina, o coronavírus avançou. Houve troca de governo e mudança de rumos. Não necessariamente no sentido de controlar a doença, mas sim de bandeira ideológica. O Estado tornou-se refém das idas e vindas da política.

    Mesmo antes de Moisés sair do cargo, no final de outubro, o cenário era de instabilidade. O então governador havia deixado de fazer gestão da pandemia. Qualquer ato mais severo poderia representar a perda de apoio, que já era ínfima. Então Moisés apenas conduziu o governo até ser afastado enquanto tentava resistir politicamente.

    Moisés ou Daniela, a depender do resultado desta sexta, terão uma missão fundamental: Santa Catarina precisa andar. Investidores estão inquietos, os catarinenses ficaram reféns do coronavírus. O colega Renato Igor afirma que os primeiros movimentos de Moisés, caso se confirme o retorno dele ao cargo, devem ocorrer ainda nesta sexta-feira (27). Um bom sinal, porque o Estado tem pressa.

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    Daniela, se ficar no cargo, também terá que assumir as rédeas do enfrentamento à pandemia. Não há mais tempo a perder. Já estamos atrasados, e ficar nesta condição no momento atual é colocar vidas em risco. Mesmo que haja ainda um segundo processo de impeachment em andamento, este sobre os respiradores, a mesma política que decidiu antes tirar Moisés e Daniela do cargo deve seguir os rumos desta sexta-feira.

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