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    Moisés trabalha nos bastidores para reação política ao processo de impeachment

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    Por Ânderson Silva
    27/07/2020 - 10h44
    Governador de SC, Carlos Moisés da Silva se prepara para reagir ao processo de impeachment
    Governador de SC, Carlos Moisés da Silva se prepara para reagir ao processo de impeachment (Foto: Julio Cavalheiro/Secom)

    O governador de Santa Catarina. Carlos Moisés da Silva, prepara-se para reagir. Desde o anúncio da abertura do processo de impeachment contra ele na Alesc, há um silêncio por parte do governo sobre a denúncia. Mas isso tem prazo para mudar. A estratégia interna prevê ações a partir do momento em que Moisés for notificado da instalação do processo. O despacho oficial do presidente da Assembleia, Julio Garcia (PSD), está previsto para esta terça-feira (28).

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    Uma fonte ligada ao governo afirma que atualmente Moisés conta com 13 dos 14 votos necessários para arquivar a denúncia na Alesc. Para aumentar esse número, ele trabalha nos bastidores. A articulação e a representantivade são os principais problemas para o governo. A reação completa virá depois da notificação e inclui um novo chefe da Casa Civil, que será oriundo do campo político.

    Nos bastidores comenta-se também sobre a possibilidade de uma troca na liderança no governo. A deputada Paulinha (PDT) exerce a função atualmente, mas deixaria o posto. Na sessão que confirmou a abertura do processo contra Moisés, a parlamentar não fez uma defesa enfática do governador, o que destoou do que se esperava da função.

    A partir da notificação oficial da denúncia, Moisés terá 10 sessões ordinárias para se manifestar. No retorno da defesa, a Comissão Especial com nove membros deverá concluir seu parecer em cinco sessões. A tendência é que estes dois prazos sejam finalizados em um mês e meio. Na votação em plenário, são necessários 27 votos para o afastamento. Por isso que o governo precisa de 14 parlamentares para derrubar o impeachment.

    Caso isso não ocorra, Moisés será afastado, mas terá uma segunda chance com a nova comissão a ser montada com cinco deputados eleitos e cinco desembargadores. Para o afastamento definitivo, serão necessários sete dos 10 votos.

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