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MPF cumpre mandado na Casa D'Agronômica, residência oficial do governador de SC em Florianópolis

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Por Ânderson Silva
30/09/2020 - 06h25 - Atualizada em: 30/09/2020 - 11h24
Representantes do MPF em frente à Casa D'Agronômica, em Florianópolis
Representantes do MPF em frente à Casa D'Agronômica, em Florianópolis (Foto: Wendell Paixão/NSC TV/ Reprodução)

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) estiveram na Casa D'Agronômica, em Florianópolis, no começo da manhã desta quarta-feira (30). O local é a residência oficial do governador de Santa Catarina, onde atualmente mora Carlos Moisés da Silva. Segundo o Bom Dia SC, da NSC TV, o MPF cumpriu no local um mandado de busca e apreensão. A autorização judicial foi concedida pelo STJ. O motivo é a compra dos 200 respiradores pelo governo de Santa Catarina. O nome da operação é Pleumon.

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Segundo o repórter da NSC TV, Paulo Muller, o MPF e a PF também estão no Centro Administrativo do governo do Estado, na SC-401. De acordo com a PF, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão para apuração dos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção, concussão, organização criminosa e lavagem de dinheiro. À NSC TV, o governo afirmou que emitirá nota sobre o assunto durante o dia.

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Por nota, o MPF confirmou o mandado. Segundo o órgão, foram cumpridos "a pedido do Ministério Público Federal (MPF), mandados de busca e apreensão contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), e outros dois ex-integrantes do governo estadual".

As medidas foram autorizadas pelo ministro Benedito Gonçalves, e estão sendo cumpridas pelo MPF em conjunto com a Polícia Federal. O objetivo da operação, segundo o MPF, "é subsidiar o inquérito que apura fraudes na compra de respiradores para enfrentamento da pandemia da covid-19 no estado".

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O contrato sob suspeita movimentou R$ 33 milhões, na compra feita junto à empresa Veigamed. Ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo afirmou que as buscas são necessárias para aprofundar as investigações e para verificar se a ordem de pagamento antecipado partiu do governador Carlos Moisés: "Para o MPF, há elementos que demonstram a constituição de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público. Além disso, os investigadores apuram se houve lavagem de dinheiro decorrente da prática do crime antecedente contra a administração pública, mediante ocultação e distanciamento da origem dos recursos públicos desviados da compra de respiradores".

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Inquérito no STJ

A investigação criminal sobre a compra de 200 respiradores pelo governo de Santa Catarina está em Brasília. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves determinou a instauração do inquérito contra o governador Carlos Moisés da Silva na apuração. Com isso, também enviou o caso para a Polícia Federal (PF), que será a responsável pela investigação. A decisão do ministro é de 10 de agosto e foi obtida pelo colega Raphael Faraco, da NSC TV. A coluna leu o material e apurou os detalhes.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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