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O 30 de dezembro será um dia ruim para quem defendia a derrubada da ponte Hercílio Luz

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Ânderson
Por Ânderson Silva
26/12/2019 - 13h35
Reabertura da ponte Hercílio Luz está marcada para 30 de dezembro (Tiago Ghizoni/NSC Total)
Reabertura da ponte Hercílio Luz está marcada para 30 de dezembro (Tiago Ghizoni/NSC Total)

A fila é grande. Muita gente, seja catarinense ou não, defendeu a derrubada da ponte Hercílio Luz nos últimos 37 anos. Havia justificativa para a incredulidade, claro: a demora para a reforma e os gastos excessivos. Mas o sentimento tornou-se pessimismo ao ponto da defesa para que o principal cartão-postal de Santa Catarina fosse desfeito, algo impensável em muitos outros lugares. Com o avançar da obra, os pessimistas foram perdendo força, apesar de seguirem firmes em seu "ideal".

Desde 2016 o clima na reforma mudou. O que antes se resumia a um ritmo praticamente parado de recuperação, ganhou força com três anos consecutivos de obra. Foram traçados outros prazos para a entrega da nova ponte. Como eles não se cumpriram e neste meio tempo mais dinheiro foi sendo investido, cresceu o movimento contrário à Velha Senhora. Somente no último ano, com os resultados aparentes é que o clima passou a mudar.

O fundamental para a mudança de sentimento foi o movimento da obra. Operários trabalhando dia e noite, peças substituídas, etapas importantes como as transferências de carga, gruas operantes. Os sinais claros de avanço da recuperação ajudaram a mudar o clima, principalmente em Florianópolis, onde os moradores estavam cansados de ver notícias de aditivos e adiamento de prazos.

Mesmo assim, os incrédulos defensores da extinção do cartão-postal seguiam firmes. Ainda em 2019 há adeptos desta iniciativa. O movimento positivo, entretanto, ganhou força. A importância da Hercílio Luz e sua relevância para Santa Catarina deram sinais maiores nos últimos dias. No teste de cargas, pessoas se aglomeraram nas duas cabeceiras para assistir aos caminhões em fila sobre o vão central.

Foi uma demonstração de que as pessoas têm saudade da ponte e sabem separar os dois momentos da ponte. O passado precisa servir de lição e ser investigado. Quanto se gastou? No que foi aplicado o dinheiro? Por que a reforma demorou tanto? Isso tudo não deve ser ignorado. Precisa estar na mente das autoridades e dos catarinenses. Mas não pode anular o segundo momento: a reaproximação do catarinense com a ponte. O cartão-postal do Estado estará reaberto e apto para construir uma nova história.

Para os defensores da derrubada da ponte Hercílio Luz, o 30 de dezembro de reabertura será um dia ruim. Venceu quem acreditava na sua retomada. Defender o rigor nos investimentos é ser propositivo, pedir a demolição aponta para um extremismo desnecessário e sem sentido. Longe de ser a salvadora do trânsito de Florianópolis, a Velha Senhora tem um papel mais importante. O de ser o símbolo de Santa Catarina para os catarinenses e visitantes.

Ânderson Silva

Colunista

Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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