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    Operação Alcatraz indicia 11 pessoas em investigação de contrato da Udesc de 2012

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    Por Ânderson Silva
    24/07/2020 - 17h03
    Operação Alcatraz foi deflagrada em maio de 2019
    Operação Alcatraz foi deflagrada em maio de 2019 (Foto: Tiago Ghizoni/NSC)

    Oze pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) na operação Alcatraz nesta sexta-feira (24). Elas são investigadas por fraude em um contrato de equipamentos de telefonia de 2012 para a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). A operação foi deflagrada em maio de 2019 com o objetivo de desmontar uma suposta organização criminosa que atuava dentro da secretaria de Administração e outros órgãos do do governo do Estado. No relatório fonalizado nesta sexta-feira, os agentes apontam que houve um superfaturamento de R$ 550 mil.

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    A PF afirma que os indiciados formaram um "conluio criminoso" para fraudar a licitação de contratação da empresa que forneceria o serviço para a universidade. Entre os envolvidos, segundo a investigação, estão empresários e agentes públicos. A PF diz que há indicativos de pagamento de vantagem indevida a agentes públicos.

    Este é o 16º relatório da operação Alcatraz desde maio de 2019. Duas pessoas continuam em prisão domiciliar dentro da investigação: o sexcretário-adjunto de Administração do Estado Nelson Castello Branco Nappi Junior e o empresário da área de tecnologia Maurício Barbosa. Ambos, inclusive, são indiciados nesta investigação sobre o contrato da Udesc. Eles tem negado envolvimento nos crimes investigados pela PF.

    Em nota, a Udesc afirmou que "está se inteirando do teor do processo e que irá solicitar a íntegra à Polícia Federal de SC" e "também se coloca à disposição dos órgãos competentes para contribuir com as investigações".

    Mais prazo

    Ao entregar o relatório à Justiça Federal, o delegado responsável pela Alcatraz, Igor Gervini, pediu mais 120 dias para a conclusão das investigações. Cabe à juíza Janaína Cassol Machado decidir sobre a solicitação.

    Denúncia aceita

    No dia 27 de junho a magistrada recebeu mais uma denúncia dentro da operação. Onze investigados passaram a ser réus na ação penal por crimes contra a lei de licitações e corrupção. Seis ações penais tramitam na Justiça Federal de SC relativos à Alcatraz.

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