Uma operação que investiga supostas irregularidades em contratos da prefeitura de Florianópolis com organizações sociais entre 2020 e 2022 teve a segunda fase deflagrada nesta semana. A ação, nesta etapa, não teve mandados cumpridos na prefeitura e nem prisões. Foram mandados de busca e apreensão e medidas cautelares de afastamentos das funções. Os alvos foram duas organizações sociais, empresas contratadas por elas, pessoas ligadas às organizações e um ex-agente público. A operação Pecados Capitais foi feita pela Polícia Civil, na terça-feira (1).
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A coluna procurou a corporação para um posicionamento sobre os trabalhos, mas não recebeu resposta até o momento. Entretanto, este colunista apurou que a decisão judicial que autorizou a operação determinou o afastamento das funções dos dois presidentes das organizações investigadas, além de 10 colaboradores. Os mandados autorizados pelo Judiciário tinham endereços de Florianópolis, São José e Rio Grande (RS).
Os contratos entre as organizações e as empresas investigadas também foram alvos do despacho da Justiça. Ao todo, 16 acordos devem ser suspensos, conforme o despacho.
A primeira fase foi deflagrada em 3 de dezembro de 2024. Uma das organizações investigadas atuava no comando do Restaurante Popular. O contrato já foi rompido. Naquela etapa, duas pessoas chegaram ser presas. Ambas já estão soltas. A suspeita desta nova fase da operação é de que um conjunto de empresas teria sido usado para o desvio de recursos públicos. Conforme os detalhes que a coluna apurou, um grupo criminosos se beneficiaria do esquema.
Em nota, a prefeitura de Florianópolis afirmou que “que desconhece nova fase da operação e que já encerrou todos os contratos com as entidades”. A administração municipal informou também que segue trabalhando em conjunto com a Polícia Civil.
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