Estão no PL, o partido do governador Jorginho Mello, as maiores dúvidas sobre as eleições municipais de 2024 nas principais cidades catarinenses. Pela força do partido na disputa de 2022 no Estado, cresce também a importância dos rumos que Jorginho, também presidente estadual do PL, dará à sigla. Nas cidades-chave das regiões, em todas há discussão se o partido do ex-presidente da República Jair Bolsonaro terá candidato a prefeito ou vice.

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A começar por Florianópolis, a tendência é que o PL seja vice de Topazio Neto (PSD), mas há também que defenda um candidato próprio da sigla. Na vizinha São José, Adeliana Dal Pont (PL) vai encarar o atual prefeito e ex-aliado dela, Orvio Coelho D’Ávila (PSD). Já em direção ao Sul do Estado, vamos a um dos principais impasses no cenário político catarinense: Ricardo Guidi, atualmente no PSD, vai mesmo ao PL para disputar contra Arleu da Silveira, candidato do atual prefeito, Clésio Salvaro (PSD)?

Uma pergunta semelhante precisa ser respondida em Blumenau, onde o PL ainda não definiu quem vai disputa. Mas informações de bastidores dão conta que o partido pode filiar o atual prefeito, Mário Hildebrant, e a vice, Maria Regina Soar, para que ela dispute a prefeitura pela sigla. O deputado Ivan Naatz (PL) é contra o movimento e se organiza para lançar outro nome da própria sigla.

Em Joinville, o deputado Sargento Lima (PL) desponta como favorito a disputar. Mas Jorginho precisa decidir se vai mesmo encarar Adriano Silva (NOVO). Já em Chapecó, João Rodrigues (PSD) vai forte para a reeleição com o PL ainda indeciso. Em Lages está a maior certeza de Jorginho: Carmen Zanotto, atualmente no Cidadania, é a candidata para disputa a prefeitura local.

Por fim, no Litoral Norte, em Itajaí Jorginho tem duas opções: Rubens Angioletti, vereador, e Robinson Coelho, secretário-adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias do Estado. Uma pesquisa deve definir o candidato. Em Balneário Camboriú, entretanto, o clima não é tão amistoso. O prefeito Fabrício Oliveira (PL) é contra a ideia do deputado estadual e ex-vice-prefeito, Carlos Humberto (PL), disputar a prefeitura. Por lá, Jorginho terá muito trabalho para pacificar a questão.

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No centro de muitas discussões, está a insatisfação de quem está no partido há mais tempo e quem está chegando nesta reta final. Soma-se a isto a visível reclamação de deputados estaduais com a prisões de prefeitos do PL na última semana. Mais dor de cabeça para o presidente estadual da sigla resolver neste 2024.

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