Uma semana após a inesperada derrota em primeiro turno do MDB na eleição para o governo do Estado, o atual governador e um dos principais nomes do partido em Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira (MDB), fala em renovação de ideias e pessoas como desafio para o futuro emedebista. Em entrevista à coluna, traça suas prioridades para os últimos dois meses de governo e explica os motivos para ter definido seu candidato no segundo turno. Leia abaixo:

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Onde o MDB perdeu a eleição? Além do efeito Bolsonaro, no que o partido errou?

Uma série de questões determinou a nossa ausência no segundo turno, apesar do MDB ter demonstrado a sua força inequívoca quando elegeu a maior bancada para o parlamento estadual e uma representação importante na Câmara. Há 30 anos, o doutor Ulysses Guimarães dizia: “ou mudamos ou seremos mudados”. E foi isso que aconteceu, não somente com o MDB, mas com muitos dos partidos políticos. O MDB continua e temos missões e desafios importantes para o futuro. É o momento de reconectar o partido, renovar ideias e pessoas.

Seja qual for o vitorioso no segundo turno, como o senhor pretende fazer a transição?

Estarei inteiramente à disposição, a partir de 29 de outubro, daquele que for eleito, para fazer uma transição extremamente correta, transparente a ajudando para que o próximo governador inicie, em 2019, numa situação melhor do que como quando iniciamos neste ano.

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Qual sua meta pelos dois meses que restam no governo?

Vamos continuar com o controle absoluto de todos os gastos públicos, como já tenho feito. Quero terminar o ano com as contas de 2018 pagas, claro que existem contas de 2016 e 2017 que não vou conseguir equacionar, apesar de já ter resolvido muitas delas. Assumi o governo com déficit público estimado de R$ 2 bilhões, e diminuímos para menos de R$ 1 bilhão. Isso comprova que existe alternativa. Vou continuar as prioridades que eu estabeleci: segurança pública e a Saúde, que dão sinais inequívocos de melhoras. A segurança pública deixou de ser a principal preocupação da população. Houve melhora evidente e os números comprovam isso. Ações efetivas de nossas polícias Militar e Civil e o encaminhamento técnico e profissional da Secretaria de Segurança Pública. E na área de Saúde também. Implantamos novos serviços, melhoramos o abastecimento de insumos e medicamentos, passando de pouco mais de 30% para 90%. Colocamos os hospitais filantrópicos em dia, o que não acontecia desde 2013. Avançamos e é claro que o próximo governador também terá que priorizar essas duas áreas.

O senhor se arrepende de não ter concorrido ao governo?

Foi uma decisão tomada com tranquilidade, ciente de que governar Santa Catarina e fazer campanha era algo muito difícil. Não me arrependo. Eu assumi o governo e o compromisso com a sociedade catarinense de apresentar melhoras nas ações prioritárias, que tem sido Saúde e Segurança. Vou entregar o Estado em melhores condições do que o encontrei. E é claro que continuarei atuando na área política, os últimos 32 anos de minha vida foram dedicados à causa pública.

O senhor pretende fazer campanha pelo comandante Moisés no segundo turno?

Não farei campanha. Já cumpri a minha missão do ponto de vista partidário durante a eleição. O MDB já se posicionou publicamente com relação ao segundo turno e eu, como cidadão catarinense, também já me manifestei abrindo meu voto para o Comandante Moisés, que é o mais preparado e representa a mudança que os catarinenses querem.