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    Plano prevê reversão de faixas para casos de interrupção das pontes de Florianópolis

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    Por Ânderson Silva
    12/06/2020 - 06h39 - Atualizada em: 12/06/2020 - 06h42
    Pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, em Florianópolis (Foto: Cristiano Estrela/Secom)
    Pontes Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, em Florianópolis (Foto: Cristiano Estrela/Secom)

    As pontes Pedro Ivo Campos, Colombo Salles e Hercílio Luz, em Florianópolis, passaram a ter um plano de contingência que prevê quais opções de fluxo em caso de interrupção das estruturas. Elas são as ligações entre a Ilha e o Continente na Capital Catarinenses. Reaberta em dezembro de 2019, a ponte Hercílio Luz é apontada como alternativa em caso de ocorrências nas outras duas. Atualmente, a estrutura recebe transporte coletivo, veículos de emergência e táxis, além de pedestres e ciclistas. As opções desenhadas no documento, como uma operação de reação e reversão de faixas, atendem a um velho problema vivido na cidade: a rápida resposta a interrupções nas pontes.

    O plano de contingência atualizado foi entregue nesta semana. Pelo menos 11 órgãos fazem parte do grupo responsável pela montagem do documento de 25 páginas. Os envolvidos definiram que, em caso de alguma emergência, o centro do comando será na sede da Guarda Municipal, na cabeceira continental de Florianópolis.

    > Situação das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles não oferece risco à população, rebate secretário

    Um dos principais levantamentos feitos foi a estrutura de outros órgãos que está vinculada às pontes Pedro Ivo e Colombo Salles. Junto a elas há três adutoras da Casan, rede lógica da Cidasc, um gasoduto da SCGás e duas linhas de alta tensão da Celesc. O trânsito diário, segundo a secretaria de Infraestrutura, é de aproximadamente 170 mil veículos por dia. Na Hercílio Luz não há redes. Segundo o plano "foram idenficados possíveis eventos ou situações de riscos potenciais nas adutoras instaladas nas pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, capazes de provocar prejuízos a estrutura das mesmas, ao meio ambiente e à comunidade local".

    Os cenários possíveis

    Os técnicos apontaram algumas situações como causadoras de ocorrências: por desprendimento ou queda de componentes diversos sobre as pistas ou que comprometam a segurança; por acidentes de trânsito, produtos perigosos, entre outros; por manutenção programada e/ou emergencial; por acidente de ordem tecnológica (rompimento de adutora, vazamento ou ruptura de gás natural, explosões entre outros); outras situações não especificadas, que causem a interrupção total ou parcial de pelo menos uma das pontes.

    O que será feito

    Em caso de Interrupção total do tráfego na Ponte Colombo Salles

    Reversão do fluxo em pelo menos uma faixa na Ponte Pedro Ivo, preferencialmente, e, conforme avaliação do Comando da Operação, poderá ser ulizada a Ponte Hercílio Luz.

    Interrupção total do tráfego na Ponte Pedro Ivo

    Reversão do fluxo em pelo menos duas faixas na Ponte Colombo Salles, preferencialmente, e, conforme avaliação do Comando da Operação, poderá ser ulizada a Ponte Hercílio Luz.

    Interrupção total do tráfego de modo simultâneo nas Pontes Colombo Salles e Pedro Ivo

    Neste cenário a Ponte Hercílio Luz poderá ser usada como recurso para o fluxo conforme Plano de Ação Emergencial específico da Autoridade de Trânsito da Prefeitura de Florianópolis a ser operado com o apoio do Comando da Operação.

    Interrupção Total da Ponte Hercílio Luz

    Revertesão do fluxo para as pontes Pedro Ivo e Colombo Salles.

    Interrupção parcial de tráfego em qualquer uma das pontes

    Neste cenário a definição do número de faixas e pontes usadas ficará a cargo do Comando da Operação caso julgar necessário a ativação do Protocolo de Reversão.

    Linha de comando

    Um dos pontos que chama a atenção no plano de contingência é que estão disponíveis os contatos dos envolvidos numa eventual reação. Todos os órgãos com algum tipo de vínculo relacionado às pontes estão incluidos. O acionamento deve ser feito pela primeira equipe que chegar no local, seja da Polícia Militar ou da Guarda Municipal. Caberá a ela a definição da necessidade do acionamento do protocolo.

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