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    Investigação

    Polícia Federal cumpre mandado na Assembleia Legislativa de SC

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    Por Ânderson Silva
    29/08/2018 - 08h29 - Atualizada em: 29/08/2018 - 15h27
    Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

    A Polícia Federal (PF) esteve na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na manhã desta quarta-feira para cumprir um mandado de busca no gabinete 09, do deputado estadual Leonel Pavan (PSDB). A informação foi confirmada pela assessoria dele e da própria Alesc.

    Segundo o assessor de imprensa de Pavan, os alvos da busca foram o computador e os documentos de André Luis Mendes da Silveira, servidor do parlamentar. Ele negou envolvimento do tucano na operação e diz que ainda desconhece a motivação da ação. Nesta manhã, o deputado está em Balneário Camboriú. Até 9h20min, os agentes continuavam no local. Eles teriam chegado por volta de 6h45min.

    O assessor continua no Portal da Transparência como integrante da Alesc, mas a assessoria do deputado afirma que durante a manhã ele pediu desligamento. O servidor é delegado da Polícia Civil e foi cedido em 7 de julho de 2016 para atuar no gabinete de Pavan. Silveira foi secretário de Segurança Pública de SC durante a gestão do tucano como governador, em 2010.

    De acordo com a PF, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal em operação que busca apurar a divulgação ilícita de informações sigilosas referentes à investigação policial conduzida pela PF. Entre os alvos estão servidores públicos da Polícia Federal e da Polícia Civil. São apurados os crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

    Delegado-geral buscará detalhes do envolvimento de policiais civis

    O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcos Ghizoni, pretende se inteirar do envolvimento de servidores da corporação na operação: "inertes não vamos ficar", resumiu. Somente depois de conhecer a relação de policiais civis com os fatos investigados é que ele decidirá sobre a abertura de processos administrativos contra os envolvidos.

    Contraponto

    O advogado Francisco Ferreira, defensor de Silveira, acompanhou o cliente durante declarações dadas à Polícia Federal (PF), em Florianópolis, nesta manhã. No cumprimento do mandado de busca, o delegado da Polícia Civil recebeu uma intimação para comparecer na superintendência, na Beira-Mar Norte. Ele respondeu perguntas, que segundo Ferreira, foram de "ordem genérica". O defensor afirmou que desconhece qual investigação teve as informações vazadas.

    O responsável pela operação desta quarta-feira é um delegado de Brasília, de onde seria originário o inquérito que motivou as buscas. Segundo o advogado, a posição ocupada por Silveira como secretário de Segurança Pública revela que ele sabe os limites e a conduta diante de investigações.

    — Vou ingressar nos autos como procurador com pedido de acesso irrestrito para que possamos melhor conhecer do que se trata o caso analisado. Isso nos preocupa. O delegado André foi secretário de Segurança, não tem mácula na ficha funcional e é uma grande pessoa, que teve o nome exposto dessa forma.

    Ferreira confirmou o pedido de exoneração da Alesc feito por Silveira ainda durante a manhã. Ele comunicou a intenção ao deputado Pavan.

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