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    Primeira delação premiada movimenta bastidores da operação Alcatraz

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    Por Ânderson Silva
    11/02/2020 - 14h14 - Atualizada em: 11/02/2020 - 15h21
    Operação Alcatraz investiga fraudes em licitação de serviços públicos em Santa Catarina. (Foto: Tiago Ghizoni / NSC Total)
    Operação Alcatraz investiga fraudes em licitação de serviços públicos em Santa Catarina. (Foto: Tiago Ghizoni / NSC Total)

    A delação premiada da advogada Michelle Guerra movimenta os bastidores da operação Alcatraz. A informação sobre o acordo com o Ministério Público Federal (MPF) foi publicada pelo colega Cacau Menezes. Michelle é apontada como uma peça-chave da investigação por ter sido braço-direito e sócia do ex-secretário adjunto de Administração do governo de Santa Catarina Nelson Castello Branco Nappi Junior, considerado o epicentro da Alcatraz pela Polícia Federal (PF).

    Depois de muitos boatos desde o começo da ação, deflagrada em 30 de maio do ano passado, esta é a primeira delação confirmada. O MPF tem uma força-tarefa, formada por sete procuradores, responsável por atuar nos processos da Alcatraz. A demora na apresentação de denúncia em relatórios já concluídos pela PF ainda em 2019 abriu brecha para especulações sobre possíveis delações.

    A coluna apurou que o acordo de Michelle foi homologado pela juíza Janaína Cassol Machado no dia 3 de fevereiro. Ele inclui, entre outros pontos, que a advogada cumpra a pena em prisão domiciliar e passe pelo regime semiaberto até chegar ao aberto, com prestação de serviços comunitários.

    O depoimento da advogado já foi anexado ao processo. Além disso, a defesa dela ainda apresentou documentos que comprovariam o que foi dito. Francisco Hayashi, que a defende na Justiça Federal, diz que somente se manifesta nos autos: "As informações que são de interesse público constam dos processos judiciais sem segredo de Justiça".

    Delação descartada

    Michelle é ré em um processo de lavagem de dinheiro junto com Nappi Junior e a esposa dele, Cristiane Rios dos Santos Castello Branco Nappi. Foi dentro desta ação que a advogada assinou o acordo de delação premiada. Michele e Nappi Junior mantinham juntos um escritório de advocacia, que segundo a PF era usado no esquema investigado dentro da operação Alcatraz.

    A defesa do ex-secretário e da esposa dele reagiu à delação. Segundo o advogado Leonardo Pereima, as informações relatadas são "inverídicas". Ele classificou o ato como uma "tentativa desesperada" da advogada de livrar-se da prisão. Pereima ainda descartou outra possibilidade que vem sendo ventilada nos bastidores: uma delação de Cristiane. O fato ganhou força nas últimas horas, mas o defensor afirma que essa hipótese não está em cogitação.

    Dois continuam presos

    Atualmente, Nappi Junior e o empresário da área de tecnologia Maurício Barbosa continuam presos no Complexo Penitenciário de Florianópolis. Os advogados de ambos tentam recursos em instâncias superiores, mas liminares têm sido negadas.

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