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    Principal museu de Santa Catarina, Masc não tem seguro para acervo e estrutura

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    Por Ânderson Silva
    27/03/2019 - 06h58
    (Foto: Felipe Carneiro/Agência RBS)
    (Foto: Felipe Carneiro/Agência RBS)

    Museu de Arte de Santa Catarina (Masc), um dos principais espaços culturais do Sul do país não tem seguro para o seu acervo e a estrutura. O espaço celebra 71 anos em 2019, e mesmo assim nunca teve uma proteção para os bens que estão lá dentro. O Masc fica dentro do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, e abriga trabalhos de nomes como Rodrigo de Haro, Juarez Machado, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Djanira, Emeric Marcier, Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral, Guignard, José Pancetti, Carlos Scliar, Iberê Camargo, entre outros. Estima-se que o valor do acervo ultrapassa a casa dos R$ 20 milhões.

    A falta de seguro foi confirmada pela atual direção da Fundação Catarinense de Cultura (FCC): “O Masc não possui seguro de sua estrutura e de seu acervo. Ao longo de sua história, essa é uma realidade não solucionada nas gestões anteriores”. Em alguns casos, explica a nota enviada pela FCC, há contratação temporária de seguro das obras expostas por iniciativa das parcerias ou pela própria fundação, quando há exigência do artista ou proprietário.

    Segundo o órgão, foi instituída uma comissão para verificar a situação das casas de responsabilidade da FCC, “no sentido de levantar as condições gerais de cada unidade, incluindo os seus acervos”. Após a conclusão dos trabalhos, serão dados os encaminhamentos relacionados às situações apontadas, de acordo com a FCC em respostas às perguntas da coluna. Para a atual direção, a situação “demonstra, ao longo dos anos, a fragilidade com os acervos culturais no Brasil, e Santa Catarina não difere desse processo”. Entretanto, no que diz respeito à segurança interna do Masc, está tudo de acordo com as exigências legais, garante a fundação.

    O fato exemplifica a falta histórica de cuidado com a cultura em Santa Catarina. Mesmo diante do incêndio no Museu Nacional (RJ), nada foi feito para preservar o melhor acervo catarinense.

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