A reunião extraordinária da Comissão Executiva do Progressistas (PP) de Santa Catarina, marcada para esta segunda-feira (16), às 14h, tem como pauta central a deliberação sobre as coligações para as eleições majoritárias. A expectativa de bastidores é que a sigla oficialize o apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).

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A aproximação entre o Progressistas e o Centro Administrativo intensificou-se nos últimos dias, superando as investidas do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Jorginho ofereceu suporte direto na estruturação das nominatas do partido. Nos últimos dias, membros do comando da sigla estiveram no PL, na Capital, para discutir a nominata. Essa ajuda do governador é vista como vital para que os Progressistas consigam montar chapas competitivas tanto para a Assembleia Legislativa (Alesc) quanto para a Câmara dos Deputados.

Apesar do favoritismo interno pelo nome de Jorginho, o anúncio oficial carrega uma condicionante: a federação partidária. Por estarem unidos nacionalmente ao União Brasil, os Progressistas não possuem total autonomia isolada para a decisão majoritária. Pelas regras eleitorais, o que um partido decidir, o outro é obrigatoriamente deve seguir. Portanto, a batida de martelo em favor do PL dependerá de um alinhamento fino com o União Brasil.

A reunião será conduzida pelo presidente estadual da sigla, Leodegar da Cunha Tiscoski, e pelo secretário-geral, Aldo da Rosa, contando com a presença do pré-candidato ao Senado, Esperidião Amin, e dos pré-candidatos à Alesc e Câmara dos Deputados. O desfecho deste encontro é aguardado como o primeiro grande movimento de consolidação dos blocos que disputarão o comando da Casa d’Agronômica em outubro.

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O principal nome do Progressistas na ligação com Jorginho é o deputado estadual Pepê Collaço. Ele é quem tem defendido de forma mais enfática, nos bastidores, o apoio ao governador. Neste domingo, o prefeito de Lauro Müller, Valdir Fontanella (Progressistas), divulgou um vídeo afirmando que os cinco prefeitos da Amrec, na região de Criciúma, defendem o apoio a Jorginho.

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O senador Esperidião Amin, porém, tem dito aos colegas de partido que a sigla não precisa tomar uma decisão neste momento, e que um posicionamento pode ocorrer mais adiante. Em entrevista recente ao podcast Café nas Eleições, do NSC Total, Amin disse que quer disputar a reeleição dentro de um projeto de majoritária completo, o que inclui um chapa de governador. No caso da chapa de Jorginho, porém, não há mais espaço para o senador por conta das pré-candidaturas de Carlos Bolsonaro e Carol de Toni.