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Deputados do PT pedem eleições diretas em SC, mas retiram apoio quando PEC seria apresentada na Alesc

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Por Ânderson Silva
18/09/2020 - 11h20 - Atualizada em: 18/09/2020 - 20h26
Fabiano da Luz, líder da bancada do PT na Alesc, durante a votação do impeachment contra Moisés
Fabiano da Luz, líder da bancada do PT na Alesc, durante a votação do impeachment contra Moisés (Foto: Fábio Queiroz / Agência AL)

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu votar a favor do processo do impeachment do governador Carlos Moisés da Silva. Além disso, saiu da reunião da bancada horas antes da votação em plenário defendendo eleições diretas (quando o povo vota) para a escolha do novo governo do Estado. Chamou a atenção nos bastidores, porém, que parte da bancada do PT havia assinado a PEC das Eleições Diretas proposta por Bruno Souza (Novo) e depois retirou o apoio repentinamente.

Neodi Saretta manteve a posição inicial e deixou a assinatura na proposta, enquanto Fabiano da Luz e Luciane Carminatti retiraram. Padre Pedro não havia assinado inicialmente. A coluna checou novamente a informação para confirmar as assinaturas na noite desta sexta-feira.

Moisés perdeu por 5 a 1 dentro do seu partido, o PSL

Souza chegou a ter as 14 assinaturas necessárias para protocolar a proposta, mas em poucos dias sobraram apenas quatro apoios. Parte da saída veio do próprio PT. O texto da PEC previa estabelecer a eleição indireta (quando os deputados escolhem o governador) apenas nos últimos seis meses de mandato.

PEC tenta impedir que Alesc eleja sucessor em caso de impeachment de governador e vice

Pela Constituição Estadual, a eleição direta ocorre somente caso o afastamento do governador ocorra nos dois primeiros anos de governo. Do contrário, caberá à Alesc decidirá quem assume o Centro Administrativo. Nos bastidores, é o que se desenha para Santa Catarina.

A coluna procurou a bancada do PT para ouvi-la sobre a mudança de posicionamento. Até o momento, apenas a deputada Luciane Carminatti se manifestou. Ela alega que na apresentação da ideia da PEC de Bruno Souza, o partido não havia debatido o assunto internamente e que agora houve uma discussão profunda: "amadurecemos a posição.”

A parlamentar afirma que a sigla vai buscar assinaturas para protocolar uma PEC no mesmo sentido, "independente das eleições serem neste ano ou no próximo".

CORREÇÃO: o deputado Neodi Saretta (PT) manteve a sua assinatura na PEC das eleições diretas, enquanto Padre Pedro não havia assinado o texto. Entre 12h20min e 21h23min a coluna informou de forma equivocada que os quatro parlamentares haviam retirado o apoio. O texto acima já foi corrigido.

Ânderson Silva

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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