Nos últimos dias, professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina reagiram à informação divulgada pela coluna sobre o valor que pode chegar o salário de um servidor do magistério catarinense. Conforme informação da secretaria de Estado da Educação, o valor máximo, incluindo benefícios, chega a R$ 16,5 mil. Para a categoria, porém, isto “não corresponde à realidade da categoria”.
Continua depois da publicidade
Em texto divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de SC (Sinte), os professores afirmam que “após intensa pressão e mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, o Governo do Estado anunciou alterações na tabela salarial do magistério catarinense”. A medida, conforme a entidade, “representa, sim, um primeiro passo diante de uma tabela que foi compactada por anos”. No entanto, destacam, “está muito distante de se configurar como uma carreira que valorize quem trabalha na educação pública em Santa Catarina”.
Em trecho da nota, o Sinte diz que, embora necessária, a medida está longe de resolver o problema estrutural da tabela: “A carreira desvalorizada, com cerca de 65% da categoria composta por trabalhadores ACT, que recebem o salário inicial, enquanto os efetivos permanecem, em sua maioria, no nível de especialização, alcançando no máximo cerca de R$ 8 mil após 30 anos de trabalho. Uma vida inteira dedicada ao magistério para alcançar este patamar salarial”.
Sobre os R$ 16,5 mil, o sindicato fala: “Esse valor não corresponde à realidade da categoria e não pode ser utilizado para mascarar a precarização da carreira”. para a categoria, “a valorização real exige mais do que propagandas, exige uma reestruturação profunda da tabela salarial, com aplicação permanente do reajuste do piso nacional em toda a carreira, descompactação efetiva e políticas que incentivem a permanência e a qualificação dos profissionais”.
Continua depois da publicidade

