Royalties do petróleo: em busca de uma reparação histórica

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Há muita expectativa em Santa Catarina e em Brasília para o  julgamento que começa hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os royalties disputados entre catarinenses, paulistas e paranaenses. Por ser uma ação cível originária, até mesmo entre os ministros, o tema é tratado de forma diferenciada. Ela nasceu dentro  do próprio tribunal, sem ter passado por instâncias iniciais. Celso de Mello e Edson Fachin não votam por se declararem impedidos. Caberá aos outros nove magistrados decidir sobre uma reparação histórica para Santa Catarina. São 27 anos de perdas financeiras do Estado.

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Por outro lado, há fatores a serem considerados. Mesmo que o STF se baseie totalmente nos princípios jurídicos, a força dos Estados envolvidos na ação e a repercussão em outras regiões do país pode afetar na decisão, segundo fontes ouvidas pela coluna. O ministro relator, Luis Roberto Barroso, por exemplo, é do Rio Janeiro, um dos locais que pode sofrer questionamentos futuros de territorialidade e divisões financeiras. Ao mesmo tempo, outra preocupação entra em pauta: a crise financeira do país. Como PR e SP pagariam valores milionários a SC diante da situação atual?

As respostas devem ser dadas a partir de hoje em Brasília.

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A única certeza é que Santa Catarina enfrenta uma batalha digna de comparação com a Guerra do Contestado, onde busca garantir o direito sobre seu território e, além disso, ter direito a justos valores por isso.

 

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