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Política

Vereadora de São José é afastada do cargo pela Justiça

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Por Ânderson Silva
26/09/2018 - 16h50 - Atualizada em: 26/09/2018 - 17h53

A juíza da Vara Criminal da Região Metropolitana de Florianópolis, Cleni Serly Rauen Vieira, determinou no último dia 12 de setembro o afastamento da vereadora de São José, Sandra Martins (PSDB). Ela é alvo de uma investigação da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) dentro da operação Zoológico, que no final de 2017 cumpriu mandados contra o jogo do bicho, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, ela chefiava o esquema em apuração.

A parlamentar está licenciada da Câmara porque é candidata a deputada estadual. O presidente do Legislativo de São José, Orvino Coelho de Ávila, já foi intimado da decisão e informou à Justiça que no retorno da vereadora ela "será comunicada e dado integral cumprimento à decisão judicial".

Além do afastamento da vereadora, a juíza também decidiu pelo leilão de 30 veículos apreendidos durante a operação e que pertenciam à família da parlamentar e a pessoas investigadas. Outra determinação foi para o fechamento de bancas de revista e de um restaurante de propriedade da família da parlamentar. No caso do restaurante, a juíza possibilitou que ele fique aberto por mais 60 dias.

Contraponto

O advogado da vereadora, Leonardo Pereima de Oliveira Pinto, vê o afastamento como uma medida descabida. Por isso, entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ-SC) pedindo também o restabelecimento do restaurante e das bancas de revista. Em liminar, o desembargador Volnei Tomazini negou o recurso, que agora será analisado pela 2ª Câmara Criminal do TJ-SC.

— Em dezembro de 2017 (quando ocorreu a operação), o Ministério Público e a própria Vara judicial haviam negado o afastamento da Sandra. Em abril, quando a denúncia chegou, houve outro pedido para que ela fosse afastada sem fatos novos que justificassem a revisão do entendimento. Como agora a juíza e o promotor do casos são diferentes, decidiram pelo afastamento da vereadora — justificou o advogado.

Segundo o defensor, Sandra nega todas as acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa com base em documentos fiscais e contábeis entregues à Justiça. Ele pretende recorrer pontualmente das outras decisões da juíza.

— Ela nega peremptoriamente todas as acusações, sobretudo de ser chefe do esquema criminoso. A gente já na defesa demonstrou a regularidade fiscal de todas as empresas dela.

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Ânderson Silva

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Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

anderson.silva@somosnsc.com.br

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