Gravado em 2017 durante uma sessão da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), um vídeo voltou à tona nos últimos dias. Ele mostra um advogado denunciando o desembargador do TJ-SC, Eduardo Gallo Junior, por, supostamente, ter pedido vantagem financeira para votar a favor um um julgamento que estava em andamento. No entanto, o TJ-SC e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisaram a denúncia e a arquivaram, inocentando o desembargador. Mais recentemente, a Justiça condenou o advogado a pagar R$ 416 mil por danos morais ao magistrado. Mesmo assim, nos últimos dias, um perfil nas redes sociais que trata sobre Direito “ressuscitou” o vídeo se utilizando de informações falsas. A publicação ganhou bastante repercussão e foi replicada por outras páginas virtuais.

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Por conta disto, o desembargador entrou com um pedido de “interpelação” na Justiça catarinense para que o responsável pelo perfil que publicou o vídeo e as informações inverídicas se explique. A ação é o passo inicial para uma queixa-crime no Judiciário. A coluna procurou a defesa de Eduardo Gallo Junior, que é comandada pelo advogado Mathaus Agacci, mas ele preferiu não se manifestar. O alvo da interpelação é outro advogado, o proprietário do perfil responsável pela publicação.

O pedido da defesa de Gallo Junior é para que o autor da postagem responda seis questionamentos, entre eles os motivos para que tenham sido feitos apontamentos inverídicos como um suposto fato de que o “juiz” envolvido na denúncia teria sido preso, além de condenado a uma pena de aposentadoria compulsórias, situações que não ocorreram. A interpelação tramita na 3ª Vara Criminal de Florianópolis. O juiz responsável ainda precisará analisar o pedido para que as respostas do autor da postagem sejam dadas em até 48 horas.

Extrajudicialmente, o perfil que fez a publicação foi notificado e retirou a publicação do ar. O mesmo ocorreu em outros perfis que repostaram o vídeo com as informações falsas.

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