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Catarinense torna-se o sétimo homem do mundo a terminar prova que equivale a 20 Ironman

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Por Augusto Ittner
29/10/2019 - 13h14 - Atualizada em: 29/10/2019 - 18h17
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Divulgação

Depois de 570 horas, seis minutos e 55 segundos, o blumenauense Daniel de Oliveira conseguiu terminar o Double Deca, ultracompetição de triathlon que ocorre em León, no México. Foram mais de 23 dias ininterruptos da prova que equivale a 20 Ironman – 78 km de natação, 844 km de corrida e 3,6 mil km pedalando. Daniel chegou em terceiro lugar, atrás apenas do francês Christian Mauduit e do húngaro Ferenc Szonyi.

O resultado consolida o superatleta de Blumenau como um dos homens mais resistentes do mundo e garante a Daniel de Oliveira o recorde pan-americano da competição. Ao cruzar a linha de chegada, o catarinense também entrou no seleto rol dos super-heróis que conseguiram terminar o Double Deca: apenas sete na história, até esta terça-feira (29).

– Ainda não caiu a ficha. A sensação era estar no filme Senhor dos Anéis, sabe? Que você vai, vai, e parece não acabar nunca (risos) – brinca Daniel.

O atleta ainda relata os momentos difíceis vividos durante a prova, e confessa que chegou a pensar em desistir durante a natação:

– A parte mais difícil foi a natação, porque no meio da prova, com uns 34 quilômetros, achei que não ia terminar. Passei muitas dificuldades, cheguei a passar quatro horas fora da piscina, me tremendo de frio. Foi bem difícil. Aí consegui voltar e deu tudo certo. O ciclismo começou fácil, bem tranquilo, mas aí não terminava mais. Tinha muito vento, sol, e foi mais difícil do que poderia imaginar. Já na corrida estava muito confiante porque achei que ia chegar e correr pra caramba, mas nos dois primeiros dias sofri com o desgaste da bike, sem conseguir pisar no chão direito, e com dores musculares. Só no fim é que consegui correr mesmo.

Daniel conta que a prova exige mais autocontrole, na maioria dos momentos, do que capacidade física. Ele relata que chegou a se emocionar durante as mais de três semanas que demorou para concluir o percurso.

– Exorcizei todos os meus demônios. Foi disparada a prova em que eu mais chorei durante o percurso, por vários motivos. No final, quando cruzei a linha de chegada, o que senti foi paz. Fiquei feliz, claro, mas o sentimento era de paz por ter tido resiliência suficiente para superar tantas dificuldades e permanecer de pé – comemora o superatleta blumenauense.

Pensa que ele vai descansar?

Nada disso.

Quando perguntado sobre quando é o próximo desafio, Daniel disparou:

– Tô indo pra Nova Iorque correr a maratona agora dia 3 de novembro.

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Augusto Ittner

Colunista

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Opinião, análise e memória. Direto ao ponto, aborda o cenário esportivo do Vale do Itajaí. Com destaque para Metropolitano e BEC, traz de maneira exclusiva os bastidores do futebol em Blumenau e região.

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