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Dirigentes de Blumenau vão tentar verba a fundo perdido para construção de estádio

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Por Augusto Ittner
18/05/2019 - 09h21 - Atualizada em: 18/05/2019 - 10h02
Foto: Patrick Rodrigues

A ida da comitiva de Blumenau a Brasília nesta semana marcou um (novo) recomeço na busca pelos recursos para a construção do estádio municipal. Durante os quatro anos que se passaram desde que a proposta começou a tramitar na capital federal, por três vezes dirigentes e políticos do Vale do Itajaí viajaram à procura da grana. Dessa vez, o foco foi em parlamentares que tivessem ligação com a região e ao mesmo tempo afinidade com o governo de Jair Bolsonaro – ou seja, nomes capazes de influenciar politicamente pela liberação da verba.

A passagem do pires contou com a presença do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB) e chegou a ter também o prefeito Mário Hildebrandt (sem partido), que estava na capital por conta de outros compromissos. Segundo o vereador, Alexandre Matias (PSDB), a comitiva sentiu falta da representação de um representante blumenauense em Brasília, posto esse que teve de ser suprido por Peninha, que tem o reduto eleitoral no Alto Vale.

O momento mais importante que o grupo teve na viagem foi uma reunião com o secretário nacional Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Ronaldo Lima, que foi nomeado para o cargo no início de abril. Com ele foi debatida a possibilidade da busca do dinheiro a fundo perdido, mas Lima pediu 90 dias para avaliar o projeto e tentar identificar onde pode haver recurso disponível. A possibilidade de que o dinheiro seja captado pela Lei de Incentivo ao Esporte também foi colocada em pauta, mas iria requerer mais mão de obra e poderia demorar para se tornar realidade.

– Sabemos que o governo federal passa por momentos delicados, mas fiquei otimista pelo bom atendimento que tivemos. Não foi fechada nenhuma porta. Tanto o secretário quanto a assessoria se mostraram solícitos – afirma Alexandre Matias.

Relembre

A busca pelos recursos para a construção de um estádio municipal em Blumenau começou em novembro de 2015. De lá para cá, o Brasil teve três presidentes e movimentos políticos relevantes, como a votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), assunção de Michel Temer (MDB) ao poder e o início da era de Jair Bolsonaro (PSL) – que vem atrelado à discussão sobre a Reforma da Previdência. Tudo isso fez o projeto adormecer.

A ideia inicial pedia R$ 12,1 milhões para a construção da primeira parte do estádio municipal. Depois, o pedido foi mais do que dobrado, e a ideia era de que o governo federal desse a Blumenau cerca de R$ 25 milhões para que fosse erguida uma arena com capacidade para cerca de 10 mil pessoas. Agora o pedido volta a ser mais humilde, digamos assim: os dirigentes querem o valor de R$ 12,1 milhões, capaz de tirar do papel um estádio para cerca de 5 mil pessoas na Rua Guilherme Scharf, ao lado do CT Romeu Georg.

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Augusto Ittner

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Opinião, análise e memória. Direto ao ponto, aborda o cenário esportivo do Vale do Itajaí. Com destaque para Metropolitano e BEC, traz de maneira exclusiva os bastidores do futebol em Blumenau e região.

augusto.ittner@somosnsc.com.br

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