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    Metropolitano e André Santos: saiba como será a parceria de gestão do futebol do clube

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    Augusto
    Por Augusto Ittner
    06/04/2020 - 15h57 - Atualizada em: 06/04/2020 - 17h51
    Foto: Gilmar de Souza, BD
    Foto: Gilmar de Souza, BD

    Depois de pelo menos seis meses de negociação, finalmente o Metropolitano e o ex-jogador André Santos chegaram a um consenso. Aparadas as arestas e definidos todos os detalhes contratuais, ambas as partes selaram um acordo para que o agora empresário assuma a gestão do departamento de futebol do clube. O contrato foi assinado no fim do mês passado após aprovação no Conselho Deliberativo.

    O que prevê o contrato

    A empresa de André Santos será responsável por montar todo o time profissional do Metropolitano para as disputas da Série B do Campeonato Catarinense e também da Copa Santa Catarina. O investimento para todo o ano de 2020 deve girar em torno de meio milhão de reais, de acordo com fontes ligadas à diretoria do clube, mas podem chegar a R$ 700 mil. Essa diferença no aporte de grana depende do ex-jogador.

    As obrigações

    O empresário terá a responsabilidade de montar tudo que envolve o time profissional: técnico, auxiliar técnico, preparador físico, preparador de goleiro, massagista, roupeiro, analista de desempenho. Tudo. O pagamento mensal a esses atletas será de responsabilidade da empresa de André Santos. Nessa primeira fase da parceria, as categorias de base seguem com o Instituto Metropolitano, por conta de uma captação de recursos em andamento da Lei de Incentivo ao Esporte.

    O que André Santos ganha nessa história toda

    A curto prazo, provavelmente nada, a não ser que um jogador estoure na Série B do Catarinense e seja vendido. Mas a médio e longo prazo, o empresário terá percentual na venda de atletas e outras negociações. A fatia do bolo deve ser dividida em 60% para ele, 40% para o clube.

    Até quando vai o contrato

    O contrato, em princípio, vai até o fim de 2021, mas prorrogável por mais cinco anos. Essa primeira etapa da relação entre as partes é tratada como um experimento, mas não se trabalha com outras possibilidade nos bastidores senão o acesso à elite do Catarinense.

    André Santos em frente ao CT do Metropolitano.
    André Santos em frente ao CT do Metropolitano.
    (Foto: )

    O que fica sob responsabilidade do clube

    Logística, ônibus, hotel, apartamentos para jogadores que vêm com a família, alimentação dos atletas. Esses detalhes serão pagos com um percentual de 15% que o clube terá de qualquer patrocínio obtido pela empresa de André Santos. Além disso, 100% do valor dos patrocinadores que o Metropolitano captar ficam com o clube. Como citado há pouco, Sub-20 e Sub-17 serão pontos a serem discutidos em outro momento, provavelmente a partir do início do ano que vem.

    O que pode gerar o rompimento do contrato

    Caso uma das partes não cumpra com o que foi acertado. Internamente, porém, a minuta do contrato é tratada como “redonda”, amenizando riscos. Há também multas, porém diretores desconversam sobre os valores.

    Quando começa a Série B

    Ainda não se sabe. A competição deveria iniciar em 30 de maio, porém os atrasos nas competições, como por exemplo a Série A do Catarinense, vão atrasar o calendário. A própria FCF não especifica uma data para começar a Segunda Divisão. O que se sabe, por enquanto, é que o Metropolitano vai estrear conta o Inter de Lages, fora de casa.

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