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Mobilidade urbana

Excesso de carros nas cidades de Santa Catarina é um absurdo 

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Por Cacau Menezes
10/09/2019 - 06h20
(Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

O drama de muitas cidades catarinenses é o excesso de veículos que circulam em suas precárias estruturas viárias. Basta dizer que Tubarão, com 110 mil habitantes, tem 95 mil carros. Absurdo! 

A dificuldade é compreender por que a grande - ou totalidade - dos prefeitos brasileiros não quer saber de equacionar o grave problema de transporte urbano e nem construir ciclovias e passeios. Na Europa e Ásia, principalmente, os veículos são usados somente para passeios longos e, mesmo assim, há trens e aviões com passagens a preços compensatórios.

Em Floripa, Tubarão, Blumenau, Chapecó e Itajaí, por exemplo, há, em média, dois carros por família e ambos são usados diariamente para levar crianças na escola, ir à esquina comprar pão, deslocar-se para o trabalho, etc, etc. O entupimento das ruas e rodovias tende a piorar bem mais, a menos que as prefeituras comecem a sentir a necessidade de humanizar as suas cidades. 

E nesse aspecto, justiça seja feita, Gean Loureiro vem sendo o prefeito que mais tem se preocupado com pedestres e bikes, reduzindo os espaços dos carros, especialmente no Centro da cidade. 

Estranho

Nos corredores da Assembleia Legislativa a polêmica do momento é a contratação, por R$ 26 mil mensais, da empresa Inova Soluções para execução de serviços de monitoramento das redes sociais. A empresa, que tem sede em Blumenau e abriu em março, tem como sócia Cristiane Sueli Kuhlmann, esposa do ex-deputado Jean Kuhlmann, e Leonardo Alegri, ex-funcionário do gabinete do deputado. Os questionamentos giram em torno do histórico de prestação de serviços da empresa que justificasse o contrato com a Alesc.O detalhe é que Cristiane é formada em Química pela Furb, fez pós-graduação em Gestão Ambiental e atua há 15 anos com consultoria. 

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