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    Opinião

    A política brasileira está no ringue

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    Por Carolina Bahia
    11/11/2019 - 05h45 - Atualizada em: 11/11/2019 - 06h34

    *Por Silvana Pires, interina

    Em seus discursos após ser solto, Lula atacou seus algozes e adversários políticos. Palavras duras e com destino certo: chamou Sergio Moro de canalha, a Lava-Jato de quadrilha e afirmou que Bolsonaro deveria governar para o povo, não para milicianos. O atual presidente também escolheu a palavra “canalha” para se referir ao petista.

    Horas depois, afirmou que “não responderia a criminosos” – mesma linha adotada por Moro. Mas não se enganem ao pensar que estamos entrando em uma fase de calmaria. Não é do perfil de Bolsonaro, dos filhos nem de seus eleitores não revidar. O mesmo ocorre no lado petista, é bom deixar claro. A radicalização, as discussões virtuais e as trocas de farpas tendem a se acirrar cada vez mais daqui para frente.

    Principalmente porque estamos diante de dois políticos que, a sua maneira, despertam paixões pouco vistas na política brasileira, a ponto de não serem questionados, apenas venerados por muitos. A análise no Congresso da PEC sobre prisão em segunda instância deve ajudar a esquentar os ânimos. O próprio Moro voltou ao Twitter para dizer que não é momento de frustração com os “avanços efêmeros de criminosos”, mas de reação com a aprovação da PEC e do pacote anticrime – que até agora não deslanchou.

    Sobre a segunda instância, esta deve começar a ser discutida no Senado e na Câmara nos próximos dias, mas o caminho é longo até a votação. Até lá, será mais um round do já acirrado e confuso momento político brasileiro. 

    Eduardo e o Conselho de Ética

    O jurídico da Câmara ainda analisa as representações contra Eduardo Bolsonaro em relação à declaração sobre um novo AI-5. Se os requisitos técnicos forem cumpridos, os pedidos serão levados à corregedoria, que decide pela continuidade ou não. Pelo menos um será encaminhado ao Conselho de Ética, o da Rede. Pelo regimento, representações de partidos, obrigatoriamente, vão direto para o colegiado. Apesar de não saber quantos receberá, o presidente Juscelino Filho (DEM) afirmou à coluna que deve apensar os requerimentos, ou seja, analisá-los como um único processo.  

    Reforma tributária em debate

    A reforma tributária será tema de audiência pública no dia 29 deste mês na Assembleia gaúcha. A confirmação foi dada pelo presidente da Comissão Especial da proposta, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), aos deputados Frederico Antunes (PP) e Gabriel Souza (MDB). Também vão estar em Porto Alegre o autor da PEC, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), e o relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). 

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