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Estatuto do desarmamento

Armar o cidadão não combate o crime

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Por Carolina Bahia
12/01/2019 - 06h00 - Atualizada em: 12/01/2019 - 06h00
Cidadão armado.
(Foto: )
interino
(Foto: )

O presidente Jair Bolsonaro está prestes a cumprir uma de suas promessas de campanha com a edição, nos próximos dias, do decreto que irá flexibilizar a posse de armas.

É certo que a população vive com medo da violência cada vez mais forte no Brasil, mas até que ponto estamos preparados para essa nova situação? Temos estrutura para avaliar se determinada pessoa pode ou não ter uma arma em casa? Se ela está preparada psicologicamente para isso? Os defensores da mudança dizem que as regras de hoje são subjetivas. Conseguirão provar que os futuros critérios serão objetivos e seguros? E como será feita a fiscalização? Como garantir, por exemplo, que um revólver comprado legalmente por um pai de família não acabe nas mãos de bandidos? O índice de roubos e furtos no país é altíssimo, portanto, como ter certeza de que esses crimes não vão ser potencializados em busca de aquecer ainda mais o mercado negro de armas? 

Todos esses questionamentos deveriam, ao menos, terem respostas junto com a edição do decreto. Até porque, o problema da segurança pública no país não será resolvido armando o cidadão. Pode até dar uma sensação “maior” de segurança, mas é ilusória.   

O país precisa começar a pensar em segurança sob a ótica da prevenção da criminalidade e da violência. Não podemos mais admitir que uma criança se espelhe num traficante como objetivo de vida, por exemplo. Acesso à educação, habitação, saúde, inserção no meio social, entre outros, deveriam ser a tônica de um projeto de prevenção à violência e não apenas um adendo, como o país vem tratando essa situação há tempo.

 Por mais que possa parecer tentador ter uma arma em casa, devemos nos lembrar que, com ela, vêm também os riscos. Um leve descuido pode resultar numa tragédia, seja com uma criança brincando de “arminha” ou de uma discussão mais acalorada que saiu do controle. Precisamos estar cientes das nossas escolhas, incluindo todos os problemas que possam vir juntos.

Roteiro na esplanada

A coordenadora da bancada catarinense, deputada Carmem Zanotto (PPS), não esperou o recesso parlamentar acabar para bater na porta dos ministérios e fazer pedidos aos novos ministros. Na última semana, ela esteve no Ministério da Saúde com o ministro Luiz Henrique Mandetta.

A deputada espera para os próximos dias uma resposta sobre a liberação de dinheiro para habilitação de serviços da área da saúde, como o funcionamento de novas UPAS, abertura de novos leitos de UTI para adultos e também leitos de UTI pediátrica.

A expectativa é de que já nos próximos dias sejam autorizados o repasse de pelo menos R$ 15 milhões para municípios catarinenses. Além da pasta da Saúde, Carmem Zanotto foi também no Ministério da Infraestrutura para cobrar a liberação de R$ 76 milhões para investimentos em rodovias do Estado.  

Candidatíssimo

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirma que não quer falar sobre a eleição para a presidência do Senado antes do dia 31, alegando que o MDB – como a maior bancada da Casa – deve decidir em conjunto quem será a melhor opção. Mas age como candidato: 

- Acho que é preciso reinventar a política, diminuir a quantidade de partidos. Não é escola sem partido, é a política com menos partidos, destaca o alagoano que já presidiu o Senado três vezes. 

Imersão

Os deputados do Novo passaram a semana reunidos em Brasília planejando os trabalhos para 2019.  Uma comissão interna foi criada para discutir as pautas do partido em relação à presidência da Câmara. Entre as prioridades estão: pautar as reformas, debater e votar o fim do fundo partidário e  reduzir os custos da Câmara. A possibilidade do Novo concorrer à presidência ainda está em aberto.

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