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Opinião

Basta de culto à violência

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Por Carolina Bahia
14/03/2019 - 09h09 - Atualizada em: 14/03/2019 - 09h09
Foto: Nelson Almeida/AFP

Enquanto o país chorava as mortes provocadas pelo pavoroso massacre na escola de Suzano (SP), no Congresso parlamentares tentaram reduzir esse sério problema a mais uma briga insana entre direita e esquerda. Uma postura irresponsável, diante da dor das famílias e da gravidade do caso. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, foi no mínimo infeliz ao dizer que professores e funcionários poderiam ter minimizado os efeitos da barbárie se estivessem armados.

Dois lunáticos invadiram a escola atirando e, depois, se mataram. A polícia foi rápida, chegou oito minutos após ser chamada. Não é hora de fazer lobby a favor do armamento, senador. Também não é o momento para a oposição atribuir a culpa apenas à defesa da liberação das armas, feita pelo presidente Jair Bolsonaro. As causas são mais profundas. Começa, sim, pelo combate ao culto à violência e às armas como símbolo de poder. Políticas que exigem um debate maduro, longe do clima incendiário das redes sociais.

É muito triste. A gente tem que chegar à conclusão por que isso está acontecendo. Essas coisas não aconteciam no Brasil, aconteciam em outros países"

Hamilton Mourão, vice-presidente da República sobre o massacre em Suzano (SP)

Medo de quê?

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), confessou a interlocutores que está com medo da pressão para a instalação da CPI da Toga. Como ele já engavetou uma, ficaria sem argumento para matar a segunda. Até o final da tarde de ontem, já havia 24 das 27 assinaturas necessárias para o pedido. Dos três senadores catarinenses, Espiridião Amin (PP) e Jorginho Mello (PR) assinaram a CPI.

Pé quente

O ex-senador Paulo Bauer é o terceiro catarinense a ocupar um gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto. Ele é, hoje, o braço político da Casa Civil junto ao Senado. Jorge Bornhausen, no governo Collor, e Ideli Salvatti, na administração Dilma Rousseff, foram os outros dois. Ao tomar conhecimento desta curiosidade, um visitante do ex-senador não perdeu a piada:  – Certamente, Bolsonaro não terá o destino dois outros dois presidentes!

Para esquecer

Acostumados com avaliações positivas, os procuradores da Lava-Jato enfrentam uma semana para esquecer. Depois do pito da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sobre o fundo bilionário de combate à corrupção, os ministros do STF não mediram palavras ao criticarem as posições do grupo de Curitiba que chegou a afirmar que a Lava-Jato seria enterrada caso os crimes de caixa 2 ficassem com a Justiça Eleitoral. “Não existem salvadores da pátria” foi uma das críticas no Supremo.

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