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Análise política

Bolsonaro perde chance de argumentar indicação do filho e usa espaço para desqualificar críticos

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Por Carolina Bahia
15/07/2019 - 19h53 - Atualizada em: 15/07/2019 - 19h54
Arte NSC
(Foto: )

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a possibilidade de o filho Eduardo, deputado federal pelo PSL-SP, ser indicado para a embaixada dos Estados Unidos e afirmou que “se está sendo criticado, é sinal de que é a pessoa adequada”. O argumento não poderia ser mais fraco. 

Em vez de desqualificar os críticos, Bolsonaro deveria ter usado o espaço para explicar por que considera o filho a pessoa ideal para comandar a mais importante embaixada brasileira. Esclarecer o que qualifica Eduardo para a função demonstraria esforço do presidente em afastar a hipótese de nepotismo.

Até agora, o que se escutou é que Eduardo fala inglês e espanhol fluentemente, que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara e que já fritou hambúrguer, quando trabalhou no estado do Maine. Isso, convenhamos, não diz muita coisa.

Essas informações são importantes, inclusive, para que depois se possa avaliar a decisão do Senado que irá sabatinar Eduardo e definir, por meio de votação secreta, se ele é apto ou não para tal função. Quanto maior a transparência em tudo o que for dito e feito, melhor para todos.

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

carolina.bahia@gruporbs.com.br

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