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ANÁLISE POLÍTCA

Deltan Dallagnol: não há como fugir do assunto

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Por Carolina Bahia
17/07/2019 - 05h50 - Atualizada em: 17/07/2019 - 08h22
Coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no MPF, Deltan Dallagnol (Foto: Marco Favero / NSC Total)
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(Foto: )

O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no MPF, Deltan Dallagnol, não vive seus melhores dias. Após novos vazamentos de mensagens mostrarem que ele teria pedido até diárias em parque aquático para a família complica a situação do procurador. Os diálogos também mostram que ele pensava em abrir uma empresa em nome de terceiros para poder "lucrar" com palestras. Algo totalmente inapropriado na função que exerce.

Os fatos falam por si, tanto que a Corregedoria Nacional do Ministério Público vai investigar o caso, após novo pedido do PT. O primeiro, feito há meses, foi arquivado. Agora, não há como fugir do assunto. Mesmo afirmando que não há prova da autenticidade das conversas, que foram obtidas ilegalmente, o conteúdo é grave.

Nesta terça-feira, Deltan e outros sete procuradores escutaram da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que podem contar com o apoio da instituição e que a estrutura da Lava-Jato será mantida. Mas a questão, além do apoio tardio – é bom registrar —, é até que ponto todos esses atos podem arranhar a maior operação de combate à corrupção que o país já viu.

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