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    Análise política

    Mundo ideal

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    Por Carolina Bahia
    12/03/2019 - 04h00
    (Foto: José Cruz / ABR)

    A desvinculação das receitas do orçamento da União seria a melhor medida que a equipe econômica poderia tomar, libertando Estados e municípios das amarras da lei, se estivéssemos em um mundo ideal. Setores importantes como saúde e educação jamais precisariam ter recursos assegurados por lei se houvesse um compromisso dos gestores em priorizar essas duas áreas, assegurando qualidade do serviço oferecido ao cidadão. 

    Na vida real, no entanto, as contas estão descontroladas e a tentação é grande. O comprometimento com a folha de pagamento já está alto, incluindo o incrível peso dos inativos, na maioria dos casos. Portanto, enquanto não houver uma reforma da Previdência para valer e o início do equilíbrio das contas, é temerário acabar com os percentuais obrigatórios. Ex-secretário da Educação de Santa Catarina e atualmente no Conselho Nacional de Educação, Eduardo Deschamps, disse à coluna que, em tese é contra as vinculações, mas que diante da situação fiscal atual, a educação correria o risco de ser a área mais prejudicada.

    MELHOR SAÍDA

    Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Coronel Armando (PSL) defende uma saída negociada para a reforma da Previdência. Apesar da temperatura alta em Brasília nos últimos dias, o parlamentar vai pelo caminho da conversa para tentar emplacar o texto apresentado pelo ministro Paulo Guedes.

    Desnecessário

    O clima neste início de semana entre aliados do presidente Jair Bolsonaro era de desânimo com o que chamavam de mais um “tuíte desnecessário do presidente”. Desta vez, o absurdo foi a divulgação de relato deturpado contra uma jornalista, uma reprodução de informação incorreta.

    Fim de semana e feriados viraram momentos de tensão para os assessores palacianos.

    FRÁGIL

    Sempre houve diferentes grupos dentro do Ministério da Educação, disputando espaço. A diferença é que os ministros conseguiam dar um caminho para a equipe. Com menos de três meses de governo, Ricardo Vélez Rodríguez já demitiu seis, mas não tem um plano de governo.

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