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    Análise política

    Nova CPMF faz primeira vítima

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    Por Carolina Bahia
    12/09/2019 - 02h50
    (Foto: Felipe Nyland / Agência RBS, BD)

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, colocou a cabeça do secretário da Receita na bandeja para acalmar os ânimos do Palácio do Planalto e do Congresso com a insistência na criação de uma nova CPMF. Marcos Cintra não fez nada sozinho. O próprio Guedes vinha defendendo a ideia como forma de medir a receptividade da proposta. Mas ousou ao deixar explícita a simpatia pelo imposto sobre a movimentação financeira, afinal, uma maneira rápida, fácil e simples de aumentar a arrecadação.

    Antes mesmo da proposta se concretizar, o presidente já estava sendo acusado de estelionato eleitoral nas redes sociais. E, desta vez, nem os apoiadores mais apaixonados saíram em sua defesa. Sem habilidade política, Guedes e seu grupo ficaram sem apoio ou discurso. Cintra já estava na corda bamba por ter defendido imposto para igrejas.

    Bolsonaro também reclamou que a Receita promoveu uma devassa nas contas deles e de familiares. Com a guilhotina em Cintra, Guedes tenta matar a polêmica da nova CPMF. O próprio Bolsonaro sacramentou o enterro em mensagem nas redes sociais.

    Nem pensar

    Antes mesmo da queda do secretário da Receita, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já avisava:

    — Nova CPMF nem pensar.

    Ele estava sendo cobrado nas redes sociais por ser contrário à contribuição quando estava à frente do mandato na Câmara.

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