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Política

O grande desafio de Lula

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Por Carolina Bahia
12/09/2018 - 04h30
Ex-presidente Lula
(Foto: )

Como já estava previsto desde a prisão do ex-presidente Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi confirmado como cabeça da chapa PT/PCdoB à presidência da República. O adiamento foi um jogo de cena, que manteve o partido em evidência e a militância mobilizada. Haddad pretendia ter começado essa campanha logo depois do julgamento da candidatura do ex-presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas Lula mandou esperar, determinando à defesa que apresentasse recursos aos tribunais superiores.

Dentro do próprio PT, há quem reclame que essa definição demorou demais. O grande desafio do ex-presidente daqui em diante, a menos de um mês das eleições, será transferir votos a ponto de colocar Haddad no segundo turno. No momento em que Lula saiu da jogada, os votos dele junto aos eleitores começaram a se pulverizar entre os nomes do campo de esquerda, beneficiando, por exemplo, Ciro Gomes (PDT). O ex-prefeito de São Paulo não é conhecido e não tem o carisma do padrinho. No Nordeste, chega a ser chamado de Andrade.

 

JEITO DE DILMA

Petistas próximos a Lula e que trabalharam com Fernando Haddad no Ministério da Educação reclamam que o ex-prefeito é parecido com a ex-presidente Dilma Rousseff em um aspecto: não ouve ninguém. Inteligente e estudioso, costuma ser resistente a interferências.

 

AFASTA DE MIM (amarelinha)

Sobre os efeitos da prisão do ex-governador do Paraná Beto Richa na campanha de Geraldo Alckmin à presidência da República, aliados do tucano usam a resposta padrão: que cada um responda pelos seus erros. Mas o escândalo com Richa não é trivial. Candidato ao Senado com chances de vitória, ele integra a cúpula do PSDB.

 

BENEFÍCIO

Está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado projeto que pode ampliar o número de favorecidos pelo Benefício de Prestação Continuada, que garante um salário mínimo para idosos com mais de 65 anos ou pessoas com deficiência. Pela regra atual tem direito ao BPC a família com renda "per capita" de até 25% do salário mínimo. A proposta do senador Dalirio Beber (PSDB-SC) é aumentar o percentual para 60%, pois para ele hoje só tem direito ao benefício quem está em situação "miserabilíssima".

 

FRASE

"A transparência (no CNJ) aumentou até mesmo para que o cidadão soubesse, dentro disso que se tornou uma constante de afirmar que os juízes ganham em excesso. Não ganham.”

Da presidente do Conselho Nacional de Justiça e do STF, ministra Cármen Lúcia, ao afirmar que o CNJ cumpre integralmente a Lei de Acesso à Informação.

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