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O papo reto de Guedes  

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Por Carolina Bahia
03/01/2019 - 04h00 - Atualizada em: 03/01/2019 - 04h00
Paulo Guedes
(Foto: )

Para quem ainda não entendeu, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não poderia ser mais explícito: controle de gastos públicos e uma profunda reforma da Previdência são prioridades absolutas. Daqui para frente, medidas bastante duras e impopulares serão apresentadas em nome da retomada do crescimento. Primeiro, serão decretos, como o aperto na concessão da aposentadoria rural. A partir de fevereiro, a reforma completa será enviada ao Congresso.

Ao defender a reforma e o fim dos privilégios, afirmou que quem legisla e julga tem as maiores aposentadorias e a população, as menores. Será que o Judiciário entendeu o recado? E os parlamentares que representam corporações estão ligados?

Prevendo resistências, avisou que se não aprovar a reforma, apresentará o que chama de PEC do pacto federativo, acabando com a obrigação de direcionar fatias do orçamento para educação e saúde.

No caso, o parlamento teria que deixar de criar gastos para cuidar do orçamento. Guedes começa o jogo mostrando as cartas e colocando a responsabilidade no colo do Congresso.   

Presentão  

Como a política é feita de gestos, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, conversou com o presidente Jair Bolsonaro e acertou a manutenção de Carlos Marun em um cargo na Itaipu Binacional, mesmo que isso nada tenha a ver com indicação técnica. À coluna, Onyx disse que está respeitando uma decisão do ex-presidente Michel Temer. Na prática, faz um carinho no MDB.   

Mais carinho  

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, usou 14 min e 15 seg da meia hora de discurso para fazer saudações e elogios aos aliados, parlamentares e ex-ministros que foram prestigiar a cerimônia de transmissão de cargo. Uma amostra do papel que o emedebista terá na articulação política.   

Convite  

Sem mandato, Valdir Colatto (MDB) foi convidado pelo ministro e colega de partido Osmar Terra (Cidadania) para ocupar uma vaga na nova pasta. Colatto ainda não sabe que cargo seria, mas esse ministério agregou políticas sociais, como o Bolsa Família, além das secretarias de Esporte e da Cultura. 

Anfitrião

O deputado catarinense Peninha foi elogiado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, durante a cerimônia de transmissão de cargos da passa. Terra afirmou que Peninha é um grande anfitrião e deu um recado aos convidados:

– Se forem a Santa Catarina avisem o Peninha. 

Passaporte 

O deputado Rodrigo Maia (DEM) se reelegeu, mas não é muito bom de urna. Ele é mesmo especialista na articulação de bastidor. Garantiu ao PSL o comando da Comissão de Constituição e Justiça e conseguiu, em troca, o apoio para a presidência da Câmara. Como também tem a oposição, o centrão e a simpatia de integrantes do governo, Maia está com a eleição encaminhada.

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