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Revelações

O PSL implodiu

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Por Carolina Bahia
18/10/2019 - 05h30
Presidente Jair Bolsonaro em evento nesta quinta-feira em Florianópolis (Foto: Tiago Ghizoni / NSC Total)

A eleição ainda não completou um ano e o partido do presidente da República já implodiu. A guerra de vazamento de áudios do PSL só não é o fundo do poço da sigla porque ainda há ameaças de revelações de ambos os lados, o que poderá levar seus integrantes a chafurdar na lama de vez. É uma situação inédita na história política recente em Brasília. Partidos que já estiveram no comando, como PSDB, PT e MDB — marcados por escândalos de corrupção, é verdade — sempre viveram guerras por poder entre os grupos internos, mas as vísceras jamais estiveram expostas dessa maneira. A origem da crise é a própria gênese do PSL, uma barriga de aluguel que serviu para abrigar a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência.

O fenômeno Bolsonaro fez o partido crescer sem critério ou linha política clara, a não ser o discurso conservador comum à bandeira bolsonarista. O resultado foi uma bancada marcada pelo folclore, investigações envolvendo os laranjais e guerra pelo comando da legenda. Anabolizada, a sigla tem fundos partidário e eleitoral milionários. A família Bolsonaro quer comandar o destino desses recursos no próximo ano.

A turma de Luciano Bivar, o atual presidente, não aceita ceder. Para completar, Bolsonaro entrou na negociação do varejo ao pedir assinaturas para colocar o filho como líder da bancada e foi alvo de vazamento. Algo gravíssimo, tratando-se de uma conversa com o presidente da República. Ficou vulnerável.

A sorte do governo é ter aprovado a reforma da Previdência na Câmara antes de toda essa lambança.

Punição

Em crise com o presidente Jair Bolsonaro, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), retirou a deputada bolsonarista Caroline De Toni (SC) da vice-liderança da legenda e também da CPMI das Fake News. Em seu lugar, entrou o gaúcho Nereu Crispim. No entanto, Caroline segue como vice-líder do Governo na Câmara. Ela e o deputado Coronel Armando (PSL) votaram na lista que pedia Eduardo Bolsonaro como líder do partido.

Apoios

Assinaram pela permanência de Delegado Waldir na liderança do PSL na Câmara os deputados catarinenses Daniel Freitas e Fabio Schiochet.

Freitas segue como vice-líder do partido.

Inverno

Chamou atenção de quem acompanhou a passagem do presidente Bolsonaro por Santa Catarina a frieza na relação do presidente com o governador do Estado, Carlos Moisés. Aliás, na guerra do PSL, a bancada do Estado está rachada.

Diagnóstico

Após aprovação no Senado, será encaminhado para sanção presidencial o projeto da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) que fixa prazo de 30 dias para a realização de exames de diagnóstico de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), quando tumores cancerígenos sejam a principal hipótese do médico.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram registrados, em 2018, cerca de 300 mil casos de neoplasia maligna entre os homens e 282 mil casos entre as mulheres.

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