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Análise política

Polícia Federal em ebulição por Bolsonaro indicar comando

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Por Carolina Bahia
16/08/2019 - 21h23
(Foto: Marco Favero)

Que interesse teria Jair Bolsonaro em ter uma pessoa de confiança no comando da superintendência da Polícia Federal do Rio? Essa foi a pergunta que tomou conta da Esplanada, diante da enfática declaração do presidente da República sobre o nome que deveria substituir o atual titular, Ricardo Saad, que já vinha negociando a transferência da sede carioca, o que estava previsto para o final deste ano.

Como é de praxe, o diretor, Maurício Valeixo, preparava um nome para substituí-lo, alinhado com o ministro da Justiça, Sergio Moro. Bolsonaro, portanto, surpreendeu e atropelou ao adiantar que preferia um delegado de Manaus. Além disso, comentou que o problema de Saad era a produtividade, o que não confere. A ameaça de interferência mobilizou e causou indignação na Polícia Federal.

Em um país com 13 milhões de desempregados, reformas da Previdência e tributária para aprovar, uma lei de abuso de autoridade para vetar ou sancionar e um Ministério da Educação em marcha lenta, causa espanto tanta preocupação do presidente com a PF do Rio, região que é base política da família. Depois de horas de alta tensão, o presidente voltou a falar sobre o assunto e declarou, para alívio dos envolvidos:

— Tanto faz.

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

carolina.bahia@gruporbs.com.br

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