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    Opinião

    STF segue o rastro do dinheiro em investigação contra atos antidemocráticos

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    Carolina
    Por Carolina Bahia
    16/06/2020 - 19h28 - Atualizada em: 16/06/2020 - 19h32
    Alexandre de Moraes é o ministro que coordena as ações
    Alexandre de Moraes é o ministro que coordena as ações

    Ex-secretário de Segurança de São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes resolveu seguir o rastro do dinheiro no inquérito que investiga atos antidemocráticos. Com a operação desta terça-feira (16) da Polícia Federal, ele quer descobrir quem banca a turma que se mobiliza a favor da intervenção militar, do AI-5 e que joga foguete contra o prédio da Suprema Corte.

    Moraes determinou a quebra dos sigilos de onze parlamentares bolsonaristas para apurar se eles ajudaram a financiar esses grupos. Estão na lista, os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Caroline de Toni (PSL-SC) e o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ).

    Vale lembrar que a preocupação com investigações direcionadas a parlamentares aliados foi um dos motivos da briga do presidente Jair Bolsonaro com o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. De acordo com relatos do ex-juiz da Lava-Jato, Bolsonaro teria dito que a apuração contra deputados federais aliados seria mais um motivo para a troca do diretor-geral da Polícia Federal. Moro caiu, houve substituição no comando da PF, mas as investigações avançam.

    A resposta de Moraes é técnica, mas também política. Pelo jeito, tão cedo não haverá trégua.

    Ainda na promessa

    O plano do governo que oferece financiamento para socorrer pequenas empresas na pandemia vai fazer um mês no final desta semana e ainda não saiu do papel. Ontem, a Caixa Econômica Federal abriu a linha para contratação. Ainda não se sabe se os empresários vão se interessar. Apesar do juro baixo, as empresas precisam se comprometer a manter o mesmo número de empregos pelos 36 meses do prazo para o pagamento.

    Congresso define data das eleições

    As eleições municipais deste ano devem ocorrer entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro. O Congresso aguarda o encaminhamento dessa proposição pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, para colocar o tema em votação e fechar as datas do primeiro e do segundo turno.

    A janela foi definida em reunião do ministro Barroso com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, além de líderes partidários.

    Com isso, fica descartado o adiamento para 2021 como defendia, por exemplo, a Confederação Nacional dos Municípios.

    INSS remoto

    A Secretaria Especial de Previdência estuda a prorrogação do trabalho remoto dos servidores do INSS. Sem atendimento presencial desde 23 de março, as agências, pela atual portaria, deveriam retomar os trabalhos a partir de segunda-feira. A coluna recebeu a informação de que a tendência é de que elas sigam fechadas.

    Os sindicatos da categoria são contra a reabertura agora em razão da evolução dos números do coronavírus. Antes mesmo da pandemia já havia uma fila de trabalhadores aguardando pela concessão de benefícios atrasados.

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