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Congresso

Deputado Gilson Marques (Novo) lança edital para seleção de emendas parlamentares

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Por Clóvis Reis
03/07/2019 - 08h00 - Atualizada em: 03/07/2019 - 09h07
Deputado Gilson Marques (Novo) Foto: Câmara dos Deputados

Crítico à forma como são apresentadas e negociadas às emendas ao orçamento federal – de um lado, a fragilidade dos critérios para a solicitação de recursos e, de outro, a pressão de aliados para a arregimentação de apoio em votações – o deputado Gilson Marques (Novo) instituiu um processo diferente para o encaminhamento de tais demandas. Ele lançou um edital para a seleção de emendas parlamentares.

O gabinete do parlamentar sustenta que o método estaria imune à barganha política e eleitoral. A decisão é uma resposta aos mais de 200 ofícios pedindo verbas para municípios de todo o Estado, e ao desconforto que as solicitações geram na relação com a base e o governo. Na apreciação da reforma da Previdência, Marques fez um desabafo que causou desconforto entre os pares: “Todo mundo sabe que emenda é feita para chantagear voto em época de eleição”.

O posicionamento gerou dúvidas sobre a participação do deputado na elaboração do orçamento de 2020, o que se esclarece com o recente pronunciamento do gabinete dele. A medida, de algum modo, ameniza a apreensão de prefeitos do Médio Vale do Itajaí, que têm no deputado o único interlocutor regional em Brasília.

Curtas:

Renovação

O RenovaBR selecionou Ivo Dickmann Júnior e João Paulo Taumaturgo para o próximo processo de formação. A organização prepara novas lideranças políticas. No ano passado, elegeu 16 candidatos de diferentes partidos.

Investigação

O deputado Ricardo Alba (PSL) subiu o tom na crítica ao governo anterior por supostas irregularidades nas obras do prolongamento da Via Expressa: “Custou R$ 10 milhões o quilômetro, o mais caro do mundo, 10 vezes mais que o normal. A obra foi superfaturada, por isso está sob investigação”.

Foguetório

O STF julgará se os municípios têm competência para proibir o uso de fogos de artifício ruidosos. A decisão atende pedido do governo paulista, que questiona a constitucionalidade de uma lei aprovada em Itapetininga (SP). O julgamento terá repercussão em Blumenau. Uma lei do vereador Bruno Cunha (PSB) veta o uso de foguetes com estampido em eventos públicos.

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