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    Advogados de Hang recorrem a Fux para ter acesso ao inquérito das fake news

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    Por Dagmara Spautz
    29/05/2020 - 13h29
    Luciano Hang (foto: Anselmo Cunha, Especial)
    Luciano Hang (foto: Anselmo Cunha, Especial)

    Os advogados de Luciano Hang entraram com um pedido de liminar ao ministro Luiz Fux, presidente interino do Supremo Tribunal Federal (STF), para obterem acesso ao inquérito das fake news. A defesa do empresário acusa o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, de “conduta omissiva” por não ter liberado ainda os autos para que a defesa avalie o que é investigado. Hang foi alvo de mandados de busca e apreensão na última quarta-feira (27), junto com outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

    No pedido, assinado pelos escritórios Beno Brandão e Leal & Varasquim, os advogados relatam que já pediram acesso ao inquérito diretamente ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, mas não obtiveram resposta. “O paciente e sua defesa estão às cegas. Teve aquele (Hang) contra si medidas cautelares decretadas, sem sequer ter tido acesso formal à decisão”, afirma a defesa.

    O ministro também não havia respondido, até o início da tarde desta sexta-feira (29), ao pedido feito pelos advogados de Hang para liberar o acesso do empresário a seus perfis nas redes sociais – Facebook, Instagram e Twitter – que foram bloqueados por determinação de Moraes.

    No pedido, os advogados afirmam ter conhecimento de que o inquérito já teria cerca de 6 mil páginas, e solicitam acesso “no mínimo” a todos os depoimentos prestados no decorrer da investigação. “Sem ter conhecimento da investigação, o paciente sequer pode se defender das mesmas”, diz a defesa.

    O inquérito das fake news é sigiloso, conduzido por uma equipe especializada de delegados da Polícia Federal. Em abril, quando veio à tona a intenção do presidente Jair Bolsonaro de trocar a direção da PF – o que culminou com a demissão do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro – o ministro Alexandre de Moraes determinou que o mesmo time de delegados fosse mantido à frente das investigações.

    O empresário Luciano Hang estaria sendo investigado por, supostamente, auxiliar no financiamento da rede de divulgação de fake news. Ele nega qualquer envolvimento com a propagação de notícias falsas, e afirma que isso será provado pela perícia em seu celular e seu computador pessoal, que foram apreendidos.

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