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    Bloqueio de verbas leva à demissão de mais de 40 terceirizados no IFC

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    22/05/2019 - 09h23
    IFC Camboriú abraçado pelos alunos em protesto
    IFC Camboriú abraçado pelos alunos em protesto (Foto: Divulgação)

    O bloqueio de verbas do Ministério da Educação (MEC) teve os primeiros reflexos no Instituto Federal Catarinense (IFC). Ao todo, 23 trabalhadores terceirizados foram demitidos – 19 no campus de Camboriú, que concentra as maiores perdas. Até o mês que vem, mais de 40 serão desligados, segundo informações da reitoria.

    O maior impacto ocorre nas unidades rurais, que demandam mais custo de manutenção. Em Camboriú, as demissões correspondem a 25% do número de terceirizados. Nas próximas semanas, o campus de Santa Rosa do Sul também perderá 19 trabalhadores.

    A reitoria já havia alertado que as escolas rurais que mantêm cursos como Técnico em Agropecuária e Engenharia Agronômica, seriam as mais afetadas pelo contingenciamento. O bloqueio de orçamento no IFC corresponde a R$ 19 milhões, e a expectativa é que as aulas sejam suspensas nas unidades rurais a partir do segundo semestre.

    Entrevista: Sônia Fernandes, reitora do IFC

    Pode haver mais cortes no número de terceirizados?

    Os dois campi que mais dispensaram são os agrícolas, Santa Rosa do Sul e Camboriú, em torno de 20 demissões cada um. Os outros, medianos, por hora estamos conseguindo manter mexendo em outras coisas. Mas se esse quadro se mantiver é inevitável a dispensa de mais terceirizados.

    De que maneira essa redução interfere nas atividades?

    Postos de limpeza, por exemplo. Em Camboriú, onde se limpava a cada período, passa a ser limpo uma vez por dia. A(redução) da vigilância patrimonial põe em risco o patrimônio público, ao diminuir os postos, porque fica mais vulnerável. Há ainda a manutenção, os cuidados, nos campi agrícolas, que têm toda a parte de plantação e animais. Acaba prejudicando a parte prática da formação profissional.

    O auxílio estudantil está mantido?

    No âmbito do orçamento geral da União, que é da assistência estudantil, por hora não teve corte. O que sai do nosso custeio, que são atividades específicas do ensino, a gente vai pagar enquanto der. Na medida em que não houver desbloqueio teremos que parar (de pagar), porque não temos de onde tirar. Por hora, optamos por manter porque além de constituírem formação integral, são condição de permanência na instituição.

    Está mantida a previsão de problemas para continuidade das aulas nas unidades rurais no segundo semestre?

    Mesmo que não tivéssemos o bloqueio, a situação já era preocupante porque estávamos contando só com 40% do orçamento. (Quando) se tem o planejamento dos 12 meses, e não conta-se com a totalidade (de verbas) para isso, já implicaria em bastante mudança. Mantendo (o bloqueio), põem-se em risco muitas coisas porque são unidades de mais de 100 hectares, com muita complexidade, que exigem o trabalho de técnicos. Os Institutos Federais estão em regiões que têm uma demanda e uma necessidade muito grande, em que não existia acesso ao ensino público federal. Há uma grande contribuição para o desenvolvimento público regional, e reitero essa importância.

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