A construção de quatro corvetas da classe Tamandaré para a Marinha do Brasil, que vai retomar o ritmo de trabalho no estaleiro Oceana, em Itajaí, pode ser afetada pelo contingenciamento de gastos do governo federal junto às Forças Armadas. A Marinha deve ser a maior prejudicada pelo bloqueio, com R$ 5,8 bilhões contingenciados, de um total de R$ 13,1 bilhões no orçamento Defesa.

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O Estadão publicou nesta terça-feira que a Engepron, empresa que gerencia os projetos da Marinha, e que tinha R$ 2,9 bilhões separados para o contrato com o consórcio Águas Azuis, que venceu a concorrência para a construção das corvetas, teve 100% dos recursos congelados.

O consórcio, formado por por gigantes como a alemã Thyessenkrupp Marine e a Embraer, foi anunciado como vencedor em março. No início de abril, a Marinha do Brasil formalizou o resultado durante a feira internacional de defesa e segurança LAAD Defense & Security, no Rio de Janeiro, com a participação do vice-presidente Hamilton Mourão.

A concorrência pública levou 15 meses e envolveu a análise de 215 critérios. O embaixador da Alemanha, Georg Witschel, e o cônsul Thomas Schmitt chegaram a visitar o governador Carlos Moisés, em fevereiro, em busca de apoio para a negociação.

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O contrato será assinado até o fim do ano, e o estaleiro terá quatro anos para iniciar as entregas. A expectativa é que a construção das corvetas gere 2 mil empregos em Itajaí.

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